
O esporte da bola laranja é repleto de regras que dão ao jogo um ritmo dinâmico. São segundos cronometrados para levar as equipes a buscarem com muita garra o objetivo de fazer a cesta e pontuar. Esta é uma das características que fez com que Renan Schneider, 24 anos, se identificasse com o basquete, carregando essa paixão há 10 anos. “Isso é pra mim”, foi seu pensamento ao ter contato com um treino para se preparar para uma competição escolar em Maravilha. A partir daí, não surgiu apenas o gosto pelo esporte, mas o posicionamento de contribuir para fomentar a modalidade no município.

Atualmente, Renan faz parte do elenco da equipe adulta da Secretaria de Esporte, Juventude e Lazer. Joga como ala e ala-armador, o que é conhecido no meio do basquete como “combo gard”, ou seja, carrega a versatilidade de atuar na criação de jogadas, além de ter a habilidade de arremesso e drible. Dentre as competições, a equipe maravilhense disputa os jogos da Liga Oeste Catarinense de Basketball (LOCAB), filiada à Federação Catarinense de Basketball, que tem a final prevista para o mês de novembro em São Miguel do Oeste.
Há 10 anos, Renan passava de sala em sala na escola para convidar colegas para treinar e compor a equipe para disputar os tradicionais Jogos Escolares de Santa Catarina (JESC). Os treinos eram realizados pelos jogadores da cidade, que sempre buscaram manter o esporte ativo. Renan também seguiu, ao lado de outros jogadores, mobilizando partidas e treinos.
Um local simbólico é a quadrinha de cimento localizada na praça em frente à prefeitura. O espaço público possuía uma cesta de basquete e frequentemente era ocupado pelos jogadores, que muitas vezes precisavam disputar o local com o público que escolhia a quadrinha para colocar as cadeiras ao passear na praça. Hoje, ao lado do Ginásio Municipal, há uma estrutura coberta de quadra com cesta de basquete, mas a quadrinha de cimento segue sendo um local simbólico, de nostalgia e resistência da modalidade por muitos anos em Maravilha.

Neste cenário, o basquete faz parte de um espaço muito importante na vida de Renan. Nestes 10 anos, foi se ressignificando e acompanhando as mudanças de sua vida. Mais do que um hobby, está ligado a um legado, a satisfação em ver equipes jogando, a base treinando, enfim, a modalidade que se mantém viva. “O basquete está há muito tempo comigo, não me imagino sem este esporte”, conta.
Após ficar dois anos na capital, retornou a Maravilha no final de 2025 e conta que uma das primeiras coisas que fez ao voltar para sua terra natal, foi buscar o basquete. Neste momento trabalha em um escritório e cursa a graduação em Ciência da Computação, mas mesmo com a rotina apertada pelos compromissos profissionais e acadêmicos, segue encontrando espaço para o esporte. Inclusive, ao disputar a LOCAB neste ano, reencontrou jogadores de outras cidades que enfrentou na época da escola. Ele recorda que Chapecó sempre foi aquela “pedra no sapato” da equipe maravilhense, por isso, vencer o rival em jogos da Liga, teve um sabor especial. Outro fator propulsor tem sido a torcida. A competição contou com etapas realizadas em Maravilha, possibilitando que a comunidade local pudesse acompanhar, torcer e incentivar o esporte da arquibancada. “Dá um gás a mais”, afirma Renan.
No esporte, tem como referência LeBron James, também conhecido como “King James”, jogador absurdo que integra o elenco dos Lakers. James Harden é outra estrela da NBA referência para Renan. E não poderia deixar de citar a importância de Oscar Schmidt (em memória), o “Mão Santa” do Brasil, o maior jogador que não aceitou disputar a NBA por amor à Seleção Brasileira - pois na época em que recebeu o convite, os jogadores que disputavam a famosa liga norte-americana não poderiam atuar pela seleção nacional.