ATUALIDADES - 18/05/2026 14:05 (atualizado em 18/05/2026 14:28)

Delegado Sandro Zancanaro alerta para aumento de denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes

Em entrevista à 103FM no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, delegado destacou importância das denúncias, atenção dos pais e atuação da rede de proteção.
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Durante entrevista ao programa Atualidades, da 103FM, nesta segunda-feira (18), data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o delegado Sandro Zancanaro fez um alerta sobre o crescimento dos registros relacionados a crimes sexuais envolvendo menores e reforçou a importância da denúncia e da atuação conjunta da rede de proteção.

Segundo o delegado, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Brasil registrou 87.545 casos de estupro e estupro de vulnerável em 2024. Em São Miguel do Oeste, somente no ano passado, foram registrados sete boletins de ocorrência por estupro de vulnerável e nove casos de estupro.

Zancanaro explicou que o estupro de vulnerável ocorre quando há relação sexual com menores de 14 anos, independentemente de consentimento. Ele destacou ainda que a legislação brasileira mantém o entendimento de que menores dessa idade não podem consentir relações sexuais.

Outro dado apresentado durante a entrevista refere-se aos casos de importunação sexual, crime que envolve atos de cunho sexual sem que haja relação sexual consumada. Em 2025, até a última sexta-feira, já haviam sido registrados sete boletins de ocorrência desse tipo em São Miguel do Oeste.

O delegado ressaltou que o aumento nos números também está ligado ao maior acesso à informação e à conscientização da população. Pais, professores e profissionais da saúde têm desempenhado papel fundamental na identificação de sinais e na formalização das denúncias.

“Os professores muitas vezes percebem mudanças no comportamento da criança. Médicos e enfermeiros também acabam identificando situações suspeitas e acionando a rede de proteção”, afirmou.

Durante a conversa, Zancanaro destacou a importância de que qualquer suspeita seja encaminhada oficialmente às autoridades, evitando comentários e acusações nas redes sociais. Segundo ele, denúncias falsas podem causar consequências graves e também configuram crime.

O delegado citou que casos de alienação parental já motivaram falsas acusações e alertou que denúncias irresponsáveis podem colocar vidas em risco. “A Polícia Civil faz uma investigação cuidadosa e responsável para identificar os verdadeiros culpados”, afirmou.

Além dos impactos imediatos, o delegado destacou as consequências psicológicas que vítimas de abuso podem carregar por toda a vida, incluindo ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, dificuldades nos relacionamentos e outros problemas emocionais.

Outro ponto abordado foi o crescimento dos casos envolvendo redes sociais, jogos online e aplicativos de conversa. Zancanaro orientou os pais a acompanharem o uso da internet pelos filhos, monitorando celulares, computadores, tablets e videogames.

“Os abusadores utilizam muitas vezes esses meios para iniciar conversas particulares e ganhar a confiança das crianças”, alertou.

Ao final da entrevista, o delegado reforçou que casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes são prioridade de investigação da Polícia Civil e lembrou que denúncias podem ser feitas pelo telefone Disque 100, de forma anônima.

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Fonte: Enzo Zotta / WH Comunicações
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