
O Hospital Dom Joaquim, em Sombrio, realizou nesta quinta-feira (2) mais um procedimento com Polilaminina em um paciente vítima de lesão medular traumática, consolidando a instituição como uma das principais referências do país na aplicação da terapia por meio do programa de uso compassivo.
O paciente sofreu um grave acidente de motocicleta em 26 de março de 2026 e evoluiu com lesão medular traumática completa, classificada como ASIA/Frankel A. O procedimento ocorreu 98 dias após o trauma, fazendo dele o 98º paciente brasileiro a receber a terapia e um dos casos com maior intervalo entre a lesão e a realização do tratamento.
Desde os primeiros dias após o acidente, familiares iniciaram uma mobilização para viabilizar o acesso ao procedimento, reunindo exames, laudos médicos e toda a documentação necessária para atender aos critérios técnicos exigidos pelo programa de uso compassivo. O processo, no entanto, passou por uma longa tramitação administrativa e regulatória.
Atuação jurídica foi decisiva durante mais de três meses
Diante da demora na análise do pedido, foi iniciada uma atuação jurídica conduzida pelo escritório Olimpierri Mallmann Advogados Associados, por meio dos advogados Márcia Andréia Correia Herbert e Olimpierri Mallmann.
Ao longo de mais de três meses foram protocolados pedidos de tutela de urgência, agravos e outros recursos judiciais com o objetivo de garantir que o procedimento administrativo tivesse andamento e que o caso do paciente fosse efetivamente analisado pelos órgãos competentes.
Segundo a advogada Márcia Andréia Correia Herbert, o resultado demonstra a importância da integração entre diferentes áreas.
"Este caso demonstra que a atuação jurídica não substitui a ciência, a medicina ou os órgãos reguladores. Nosso papel foi assegurar que o processo administrativo fosse efetivamente analisado, garantindo ao paciente o direito de ter seu caso apreciado dentro dos critérios técnicos e legais estabelecidos. Foram meses de trabalho intenso, com diversos recursos e uma atuação jurídica permanente para que o procedimento administrativo tivesse o devido andamento."
Ela acrescenta que a realização do procedimento representa um esforço conjunto.
"Quando medicina, advocacia, Poder Judiciário, patrocinadora e órgãos reguladores atuam de forma integrada, quem verdadeiramente ganha é o paciente."
Hospital reforça papel na medicina regenerativa
De acordo com a instituição, a realização do procedimento reforça que a atuação da advocacia e do Poder Judiciário não substitui as avaliações médicas nem as decisões técnicas dos órgãos reguladores e da patrocinadora do programa, mas contribui para assegurar que os processos administrativos sejam devidamente apreciados dentro dos critérios científicos e legais.
O Hospital Dom Joaquim destaca que o caso simboliza o trabalho integrado entre familiares, equipe médica, pesquisadores, patrocinadora do programa, órgãos reguladores, advocacia e Poder Judiciário, permitindo que o paciente tivesse acesso à terapia de forma regular e segura.
A partir de agora, o paciente seguirá sendo acompanhado pela equipe médica conforme os protocolos clínicos estabelecidos para monitorar sua evolução.
Independentemente dos resultados individuais do tratamento, o procedimento representa mais um avanço para a medicina regenerativa brasileira e reforça o protagonismo do Hospital Dom Joaquim entre as instituições que desenvolvem terapias inovadoras para pacientes com lesão medular no país.

