Porém, antes de tentar vaga na semifinal do Estadual, o Grêmio tem pela frente o Botafogo, em Porto Alegre, pela segunda rodada do Brasileirão, quarta-feira (4), às 21h30min.
As 13,4 mil testemunhas que se acomodaram nas cadeiras da Arena presenciaram o confronto entre duas equipes que pareciam enfaradas, sem apetite, pouco afeitas ao gol.
Pelo Grêmio, Willian, sempre pela esquerda, brilhou solitário no gramado perfeito da Arena. Driblou, cavou faltas, obteve vitórias pessoais. Aos 15 minutos, avançou pela esquerda, cortou para o meio até ser derrubado, na frente da área. Ele mesmo cobrou a falta, que desviou na barreira e chegou sem força na meta de Jandrei.
Aos 16, André Henrique foi lançado na altura da área, dominou no peito, deu dois passos, ajeitou o corpo e bateu com o pé esquerdo, forte, com estilo, mas sobre a goleira. Pouca coisa aconteceu além disso. Luís Castro até tentou algo mais, invertendo Pavon, que começou pela esquerda, com Roger, aberto pelo direta.
Não funcionou. Roger seguiu incapaz de levar vantagem individual. Pavon também não superou o ferrolho verde montado pelo Juventude, mas tentou. E foi esforçado, vigoroso e voluntarioso como sempre. Mas pouco eficiente, como sempre. Aos 25, o argentino, lançado por Willian, livrou-se do marcador e chutou fraco, sem perigo.
Entre as novidades apresentadas na Arena, Noriega, zagueiro convertido em volante, é uma opção que Luís Castrou ganha para formação mais defensiva. Com 1m85cm, o peruano foi um volante à moda antiga. Posicionou-se à frente da grande área e ali permaneceu, num misto de leão de chácara para defensores e guarda-costas dos atacantes. Funcionou.
Segundo tempo quente
A etapa complementar começou, de verdade, aos 4 minutos, quando Arthur e Gabriel Pinheiro de desentenderam. Houve empurrões, insultos, safanões, até que a turma do deixa disso chegasse. Era tarde. Os dois foram expulsos e desfalcam os seus times para as quartas de final.
A escaramuça, porém, incendiou a tarde morna na Arena. O jogo tornou-se mais pegado, mais disputado, a ponto de o árbitro chamar Marcos Rocha e Rodrigo Sam, capitães de Grêmio e Juventude, respectivamente, e pedir calma.
Sob o risco de permanecer três jogos sem vencer, Luís Castro abriu o time. Aos 25min, deu mais vitalidade ao time.
Colocou o meia Gabriel Mec, 17 anos, no lugar do lateral Marcos Rocha, 20 anos mais velho. Com a mudança, Pavon passou a atuar como lateral. A mudança surtiu efeito.
Aos 40 minutos, Amuzu passou para Monsalve, que se livrou do marcador com um drible de corpo, ajeitou o corpo e chutou seco da entrada da grande área. A bola foi no ângulo de Jandrei, que não conseguiu alcançar. Gol do Grêmio, que garantiu a vitória do tricolor. Parecia decidira partida. Não estava.
Aos 53 minutos, Juan recebeu escanteio cobrado no lado esquerdo e chutou, fraco, rasteiro, no canto. Grando não defendeu um chute que parecia defensável. Com o empate, Grêmio acumula três partidas sem vitória, sendo duas derrotas, nas últimas partidas.
Próximo jogo
Quarta-feira, 4/2 — 21h30min
Grêmio x Botafogo
Arena do Grêmio — Brasileirão (2ª rodada)