
O técnico Paulo Pezzolano terá de solucionar um dos principais problemas do Internacional na temporada para o Gre-Nal 454, marcado para quinta-feira (3), na Arena, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil: encontrar uma formação capaz de aumentar a produção ofensiva sem comprometer a segurança defensiva.
Depois do empate em 0 a 0 no primeiro confronto, no Beira-Rio, o Colorado precisa vencer na Arena para avançar às semifinais no tempo normal. Uma nova igualdade levará a decisão da vaga para os pênaltis.
O problema para Pezzolano é que as opções ofensivas atravessam momentos de irregularidade, e a definição sobre os jogadores e o posicionamento da equipe deve permanecer em aberto até os últimos treinamentos.
Formação contra o Bahia pode servir de referência
Na derrota para o Bahia, no último domingo, Pezzolano utilizou Vitinho e Alan Patrick mais adiantados, sustentados por um meio-campo formado por Ronaldo, Bruno Henrique e Thiago Maia.
Apesar do resultado negativo por 3 a 2, o Inter conseguiu voltar a marcar gols e apresentou momentos de maior presença ofensiva.
Thiago Maia teve participação importante na construção das jogadas, inclusive com assistência para o primeiro gol. O volante também criou uma oportunidade para Vitinho, que teve a chance de empatar a partida, mas não conseguiu converter.
Nesse modelo, Bernabei atuou como ala pela esquerda, acumulando também responsabilidades defensivas.
A possibilidade de repetir parte dessa estrutura aparece como uma das alternativas para o clássico.
Pezzolano já testou diferentes formações
No primeiro Gre-Nal, Pezzolano iniciou com Calebe aberto pela direita, Matheus Bahia pela esquerda e um setor ofensivo com Bernabei, Vitinho e Carbonero. Alan Patrick começou no banco.
A formação não apresentou o rendimento esperado. No segundo tempo, o treinador realizou alterações, colocou mais um jogador no meio-campo e deu maior liberdade para alguns atletas, conseguindo melhorar o desempenho da equipe, embora sem transformar a evolução em gol.
Situação semelhante ocorreu contra o Atlético-MG. Na ocasião, o Inter utilizou Carbonero, Alan Patrick e Bernabei, com Vitinho pela ala direita e Aguirre pela esquerda, mas novamente encontrou dificuldades para criar oportunidades.
Vitinho pode novamente atuar centralizado
Uma das possibilidades é a manutenção de Vitinho como atacante centralizado.
No primeiro confronto contra o Grêmio, Pezzolano explicou que utilizou o jogador nessa função para dar profundidade e tentar prender os defensores adversários.
A estratégia pode ser repetida porque Sanabria ainda não apresenta condições físicas para permanecer em campo durante grande parte da partida.
Outro nome em avaliação é Carbonero. O atacante atravessa um período de baixa após desperdiçar oportunidades importantes no empate contra o Remo.
Contra o Bahia, começou no banco e entrou durante a partida, mas não conseguiu apresentar a resposta esperada.
Alan Patrick pode ganhar espaço após boa atuação
A situação de Alan Patrick também está entre as principais decisões de Pezzolano.
O camisa 10 começou o primeiro Gre-Nal no banco, mas foi um dos destaques do Inter diante do Bahia, participando diretamente dos dois gols colorados, com um gol e uma assistência.
Apesar da atuação, Pezzolano ainda não confirmou o meia entre os titulares para quinta-feira.
“É um jogador que está muito bem. Vamos ver como será a semana. Precisamos jogar o primeiro tempo e o segundo tempo. Vamos decidir quem começa jogando”, afirmou o treinador.
Inter busca equilíbrio para sobreviver na Copa do Brasil
A tendência é que Pezzolano utilize os treinamentos desta terça (1º) e quarta-feira (2) para definir a estratégia e a escalação.
Entre as possibilidades está a manutenção de um sistema com três volantes, buscando maior proteção defensiva e permitindo que os jogadores de frente tenham liberdade para explorar os espaços deixados pelo Grêmio.
A dificuldade está em conciliar essa segurança com a necessidade de marcar. O Inter chega ao clássico pressionado também pela situação no Campeonato Brasileiro, após a derrota para o Bahia colocar a equipe na zona de rebaixamento.
Na Copa do Brasil, porém, o cenário é simples: quem vencer o Gre-Nal na Arena estará nas semifinais. Se houver novo empate, a classificação será definida nos pênaltis.
Com o futuro na competição em jogo, a escolha do setor ofensivo será uma das decisões mais importantes de Pezzolano para o clássico.