
Criatividade, expressão e novas ideias: o Museu Histórico Municipal Padre Fernando Nagel, em Maravilha, recebeU durante o mês de novembro uma exposição de trabalhos produzidos por estudantes que fazem parte dos Polos de Atendimento Educacional Especializado em Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) do município. As produções integram alguns dos projetos desenvolvidos pelos alunos no polo. Mas, afinal, o que são altas habilidades e superdotação?
A Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) apresenta a definição do conceito: “a Superdotação é uma condição caracterizada por habilidades acima da média e desempenho notável em uma ou diversas áreas de conhecimento”.
Em Maravilha, o polo funciona na EEF Juscelino Kubitschek de Oliveira, onde atualmente 11 alunos são atendidos no contraturno escolar. A professora Lídia Rigo Jesus é responsável pelo atendimento, enquanto a professora assessora Chayane de Oliveira Senger aplica protocolos de investigação para identificar estudantes com AH/SD - a documentação é enviada para a FCEE, que analisa e emite o parecer final. O processo envolve o aluno, sua família e sua escola.

Segundo Lídia, os estudantes desenvolvem projetos conforme seus interesses e habilidades. O espaço funciona como ambiente de expressão, experimentação, aprimoramento, troca de ideias e interação. “As atividades são diversas. Por exemplo, existem projetos artísticos, alguns alunos já resolveram problemas de programação, temos um aluno que se propôs a escrever um livro”.
As profissionais do polo destacam a importância do atendimento para romper estigmas e expectativas equivocadas de que toda criança superdotada deve ser um “gênio” em todas as áreas. Cada estudante identificado pelos protocolos da FCEE possui particularidades, apresenta facilidades, mas também enfrenta desafios. Por isso, é fundamental um olhar sensível e a oferta de um ambiente que contribua com o desenvolvimento pleno de suas potencialidades.
A Equipe Multidisciplinar da Secretaria Municipal de Educação de Maravilha explica que estudantes com AH/SD integram o público-alvo da Educação Especial, devendo ter garantido o acesso ao currículo comum, com apoios e flexibilizações necessárias e sem qualquer forma de segregação.
O atendimento ocorre de forma articulada entre o professor regente, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) - quando indicado e ofertado no contraturno, e a equipe multiprofissional, que analisa barreiras, identifica necessidades e orienta estratégias pedagógicas. Para esses estudantes, são previstas ações de enriquecimento curricular, desafios suplementares, incentivo à criatividade, liderança, raciocínio avançado e interesses intensos, além de um planejamento individualizado registrado no Plano Educacional Individualizado (PEI).
Atualmente, a rede municipal atende uma criança com laudo concluído na Educação Infantil e um estudante com hipótese diagnóstica no Ensino Fundamental.
Caso a família perceba características associadas a AH/SD, pode entrar em contato com a escola ou com os polos responsáveis. Na rede estadual, o atendimento ocorre no polo da EEF Juscelino Kubitschek de Oliveira; na rede municipal, a referência é a Secretaria Municipal de Educação.
A identificação de crianças com Altas Habilidades/Superdotação pode ocorrer de diversas formas. A FCEE elenca algumas características: