
Durante a produção da reportagem, Layana Gemelli estava à frente da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo de Maravilha, conduzindo as ações voltadas a este projeto (na sexta-feira, 25, a Administração Municipal de Maravilha anunciou Rafael Veleda Martins como novo secretário da pasta). Layana explicou que o principal objetivo do Food Park é criar um espaço público organizado e adequado para reunir os food trucks de Maravilha, oferecendo melhores condições aos empreendedores e proporcionando à população um novo ambiente de alimentação, convivência e lazer.
Também foi publicada neste semestre em Maravilha, a Lei Complementar Municipal nº 210, de 29 de junho de 2026, que regulamenta o exercício da atividade de comercialização de alimentos em veículos do tipo food truck nas áreas públicas do município, a qual entrará em vigor após 180 dias da data de sua publicação.
A decisão pelo imóvel na Rua Duque de Caxias se deu por sua localização estratégica, pelo fácil acesso e pelo potencial de revitalização. O local possui área de 1.100,00 m². “É um espaço amplo, situado em uma região importante do município, com boas condições para se transformar em um ambiente de alimentação, convivência e lazer”, avalia Layana.
Em maio deste ano, o Município de Maravilha publicou um decreto de desapropriação por utilidade pública do local, devido ao imóvel ser de propriedade da Brasil Telecom S/A. Em julho, o Município realizou um depósito judicial no valor de R$ 1.746.356,00, dentro do processo de desapropriação do imóvel destinado à implantação do Food Park.
Layana explica que, durante os trâmites burocráticos, o Município recebeu autorização judicial para entrar no imóvel. A partir deste momento, foi constatado que, embora não haja mais atendimento presencial ao público no local, ainda existem equipamentos ligados dentro da edificação, prestando serviços de telecomunicações no município.
Após a desocupação completa, serão realizadas as avaliações técnicas da área e da edificação existente, para definir o que poderá ser aproveitado e, então, iniciar a elaboração do projeto. “Somente a partir dessa análise será possível planejar os espaços destinados aos food trucks e definir as estruturas de apoio necessárias, considerando circulação, convivência, acessibilidade, iluminação, abastecimento de água, energia elétrica, sanitários e destinação adequada dos resíduos. Neste momento, ainda não é possível afirmar quais elementos serão efetivamente implantados, pois essa definição dependerá do projeto e das avaliações técnicas”, contextualiza Layana.
