Maravilha - 24/07/2026 10:27

Ao volante, Hermogenes Fischer constrói uma trajetória de dedicação e confiança

Reportagem é uma homenagem ao Dia do Motorista (25)
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Foto: Camilla Constantin/Líder
Talvez você já tenha visto este veículo circulando por Maravilha. Por trás do volante está Hermogenes Fischer, que construiu uma nova trajetória profissional depois de três décadas dedicadas ao trabalho como churrasqueiro. "É uma função que eu amava, mas que começou a exigir muito fisicamente", conta.
O que começou como uma forma de complementar a renda foi ganhando espaço até dar origem à Mobilidade Fischer. Hoje, Hermogenes se dedica exclusivamente ao trabalho como motorista, percorrendo as ruas da cidade e conhecendo diferentes histórias pelo caminho.
Com o aumento da demanda, a filha Juliana também passou a integrar a empresa, oferecendo atendimento exclusivo ao público feminino. "Os clientes foram aumentando e, principalmente em dias de chuva, eu não dava conta de atender a todos. Então essa parceria deixa o serviço ainda mais completo."
Entre trajetos e histórias
Para Hermogenes, uma das maiores recompensas da profissão é a relação de confiança construída com os clientes. Entre os passageiros estão crianças que ele leva e busca na escola e em cursos, além de idosos que contam com sua atenção e auxílio durante os deslocamentos. "A confiança que as pessoas têm na gente e no nosso trabalho é muito gratificante. É uma ajuda na rotina delas, e isso é muito bom", destaca.
A jornada começa cedo e não tem hora para terminar. Normalmente, Hermogenes levanta por volta das 5h (em alguns dias, até antes) para atender os primeiros chamados do dia. Embora também realize viagens pela região, o foco principal está nos deslocamentos em Maravilha, muitos deles já agendados e realizados para clientes fixos.
Foto: Camilla Constantin/Líder
Quando o caminho também traz desafios 
Para ele, um dos principais desafios da profissão está relacionado à segurança. Entre as experiências mais difíceis que viveu ao volante está um episódio de sequestro durante uma corrida, situação que deixou marcas e chegou a fazê-lo questionar se deveria continuar na profissão.
Por mais de uma hora, Hermogenes permaneceu no porta-malas do veículo, enfrentando momentos de medo e angústia. Depois, mais um longo caminho até conseguir sair daquela situação. "Eu tive vontade de desistir, aquilo ficou na minha cabeça. O recomeço não foi fácil ", relembra.
Apesar do trauma, Hermogenes encontrou na confiança dos passageiros a motivação para seguir em frente. Hoje, afirma que se sente feliz e realizado com a profissão que escolheu.
Respeito e parceria
Hermogenes enfatiza a importância da parceria entre os motoristas. Para ele, a atividade não deve ser marcada pela disputa, mas pelo respeito e pela colaboração entre quem compartilha a mesma rotina. "Eu não tenho inveja, acho importante todo mundo se ajudar. O sol nasceu para todos", afirma. Com entusiasmo, ele revela que o objetivo para os próximos anos é seguir trabalhando e contribuindo com o dia a dia da comunidade.

Fonte: Camilla Constantin/ WH Comunicações
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