
Foto: Camilla Constantin/Líder
Deixar o mundo um pouco melhor do que encontrou. Esse é o principal legado do escotismo, segundo Adriana Batisti Badia, diretora-presidente do Grupo Escoteiro Raízes de Maravilha. A trajetória dela no movimento começou há cerca de uma década, por meio do filho Rafael, que ingressou aos sete anos no ramo lobinho e hoje integra o ramo sênior. Com o tempo, a família inteira se envolveu: a filha Bruna também participa, atualmente na tropa escoteira. “A gente vai se envolvendo, busca ajudar e apoiar ao máximo. Entrei na diretoria e, neste ano, assumi como presidente”, conta.
Adriana ressalta que valores como lealdade e honra estão entre os pilares do escotismo, aliados ao compromisso de estar sempre alerta para servir e praticar boas ações. “É também o contato com a natureza, a valorização da vida ao ar livre e a formação de pessoas responsáveis. No movimento, os jovens aprendem fazendo. Há o chefe, que orienta, mas quem executa são eles: seja preparar a comida, montar acampamento ou realizar outras tarefas.”
Ela convida a comunidade a conhecer o escotismo de perto. “É algo fantástico ver o amadurecimento desses jovens, o impacto na formação deles e a responsabilidade que assumem.”
Conforme avançam nos ramos, as atividades também se tornam mais exigentes. “No ramo lobinho é a fantasia, com ênfase na socialização. No ramo escoteiro, eles já aprendem a fazer sua própria comida e montar acampamentos. É a aventura e a autonomia! No sênior, surgem desafios maiores, como construir jangadas e praticar rapel. Por fim, no clã pioneiro, o foco é a liderança.” Além disso, cada participante possui um Mapa de Progressão, que permite acompanhar a evolução dentro do movimento.
Em meio à rotina intensa dos jovens atualmente, com escola, atividades extras, redes sociais e outros compromissos, Adriana destaca que o escotismo oferece um momento de conexão com a natureza e renovação. Ou seja, passa a ser um momento em que eles recarregam as energias.
Julia Valentina Valer, de 12 anos, integra a tropa escoteira e conheceu o movimento durante um evento na Rua Coberta, em frente à Prefeitura de Maravilha. “Minha mãe e eu vimos a divulgação e logo me interessei”, recorda.
No início, o desafio foi grande. “Eu tinha muito medo de dormir em acampamentos, no meio da natureza. Era tudo novo para mim”, conta. Com o tempo, porém, o receio deu lugar ao encantamento. “Hoje, o que eu mais gosto são justamente os acampamentos e as trilhas.”
Mais do que superar medos, Julia destaca as mudanças pessoais que viveu dentro do escotismo. “Mudou muito a minha vida, principalmente na parte de interação social. Eu era bem retraída, muito quieta, e fui me soltando aos poucos.”
Atualmente, ela exerce uma função de liderança como monitora da patrulha chinchila da tropa ashaninka, sendo responsável pela coordenação das atividades e organização do grupo. Para a jovem, o reconhecimento é motivo de orgulho. “É muito gratificante perceber o quanto eu evoluí”, conclui.
GRUPO ESCOTEIRO RAÍZES
Ao longo do ano, o Grupo Escoteiro Raízes promove diversas atividades, como trilhas, caminhadas, acampamentos, passeios e encontros na sede, localizada na Avenida Presidente Kennedy. Os participantes são divididos em cinco seções:
Ramo Filhotes: de 5 a 6 anos e meio
Ramo Lobinho: de 6 anos e meio a 11 anos
Tropa Escoteira: de 11 a 14 anos
Tropa Sênior: de 15 a 18 anos
Clã Pioneiro: de 18 a 24 anos.
Para ingressar, é possível solicitar a ficha de inscrição com membros do movimento. Atualmente, há lista de espera nos ramos lobinho e escoteiro. O ramo filhotes é uma novidade e ainda não está ativo no grupo local.