CAUSA ANIMAL - 30/04/2026 10:58

História de adoção em Maravilha evidencia o poder de transformar vidas

Abril Laranja reforça combate aos maus-tratos e incentivo à adoção responsável
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Abril é o mês dedicado à conscientização contra os maus-tratos aos animais, uma campanha que convida à reflexão, mas também à ação. Em meio a tantos casos de abandono e violência, a adoção surge como um caminho concreto para mudar destinos: não apenas dos animais resgatados, mas também das pessoas que os acolhem. É um compromisso que transforma rotinas, cria laços profundos e ressignifica o conceito de família.
Foto: Lucas Daga
É nesse contexto que histórias como a da moradora de Maravilha Geneci Favero Cembranel e de seu cão Juca ganham ainda mais significado. Há três anos, em um dia de correria em meio ao Outlet, Geneci teve um encontro inesperado. Um cachorro apareceu no local, se aproximou, foi alimentado por ela, mas logo foi embora. Naquele momento, ela já pensava em ter mais um animalzinho, embora acreditasse que, por morar em apartamento, um cão de grande porte não seria a melhor opção. Além disso, ela não sabia se aquele cachorro tinha tutor ou não. 
No mesmo dia, o destino voltou a aproximá-los. Geovanna, filha de Geneci, viu em um grupo de WhatsApp da ONG Ame Bicho, a qual faz parte, que aquele mesmo cachorro havia sido atropelado e estava em atendimento veterinário. Sensibilizada, decidiu buscá-lo para oferecer um lar temporário.
O que era para ser provisório rapidamente se tornou definitivo. Em um gesto de carinho, Geovanna escreveu uma carta emocionante, narrada como se fosse pelo próprio Juca, relatando seu sofrimento até então e pedindo um lar cheio de amor. Ele havia escolhido Geneci. E a decisão foi certeira: a mensagem tocou profundamente o coração de toda a família.
A partir dali, começaram novos desafios. Juca precisou passar por exames e cirurgia, mas se recuperou bem. Apesar das incertezas iniciais sobre a adaptação, ele surpreendeu: sempre dócil e carinhoso, logo conquistou seu espaço. “Era pra ser”, resume Geneci.
Hoje, Juca é parte inseparável da rotina. Companheiro fiel, ele segue Geneci por toda a parte. “Ele é minha sombra”, conta. A convivência com o outro cão da família também é harmoniosa, reforçando o ambiente de afeto.
Para Geneci, a experiência trouxe uma nova consciência. “Optem pela adoção. Existem muitos animais esperando por uma nova chance”. Ela destaca ainda que a decisão exige responsabilidade. “Não é algo descartável. Eles têm sentimentos, precisam de cuidados, podem ficar doentes. É um membro da família, não imaginamos mais a nossa vida sem ele.”
Foto: Lucas Daga
A história de Juca é um retrato do impacto que a adoção pode ter. Um animal que conheceu o abandono e a dor hoje vive cercado de carinho (e retribui com uma gratidão que, segundo Geneci, é impossível medir). “Eles não te deixam na solidão, são parceiros, te ajudam a criar uma rotina, a fazer caminhadas. Adotar muda vidas: a deles e a nossa.”

Adotar é um ato de amor e responsabilidade. Ao escolher a adoção, você dá uma nova chance a um animal que já sofreu e ajuda a combater o ciclo do abandono.
— ONG Ame Bicho.

ONG AME BICHO
Para além das histórias individuais que comovem e inspiram, é fundamental destacar o trabalho incansável das organizações de proteção animal, como no caso da ONG Ame Bicho de Maravilha. Na sequência, representantes da instituição explicam como funciona o processo de adoção e de que forma a comunidade pode contribuir com esse trabalho.
Líder: Para quem tem interesse em adotar, como funciona esse processo?
ONG Ame Bicho: O processo de adoção da ONG Ame Bicho é feito com muita responsabilidade, sempre priorizando o bem-estar do animal. Primeiramente, o interessado passa por uma conversa/entrevista, onde avaliamos o ambiente, rotina e condições para garantir uma adoção segura. Também orientamos sobre os cuidados necessários.
Após aprovação, é realizado o preenchimento e assinatura do termo de adoção responsável. Sempre buscamos lares com espaço adequado e pessoas comprometidas com amor, cuidado e responsabilidade por toda a vida do animal. Após a adoção, a ONG fiscaliza periodicamente os animais doados para verificar se estão sendo bem cuidados.
Líder: Como as pessoas podem ajudar o trabalho da ONG?
ONG Ame Bicho: Existem várias formas de ajudar a ONG Ame Bicho! Sendo voluntário, participando de resgates, feirinhas e cuidados com os animais. Oferecendo lar temporário, que é essencial para salvar mais vidas. Fazendo doações de ração, medicamentos, cobertores ou valores em dinheiro (Pix). Divulgando os animais para adoção nas redes sociais. E também denunciando maus-tratos, ajudando a dar voz a quem não pode se defender. Toda ajuda, por menor que seja, faz uma enorme diferença.
Líder: Como vocês avaliam o cenário atual de maus-tratos a animais em Maravilha?
ONG Ame Bicho: A situação de abandono e maus-tratos em Maravilha ainda é bastante preocupante. Recebemos com frequência casos de animais em situação de risco, seja por negligência, falta de cuidados básicos ou abandono nas ruas.
Foto: Lucas Daga
Grande parte desse problema está ligada à falta de conscientização, especialmente sobre a importância da castração e da guarda responsável. Muitos animais acabam sendo abandonados ou se reproduzindo sem controle, aumentando ainda mais o número de casos.
Por outro lado, percebemos que aos poucos a população está se tornando mais consciente e participativa, com mais pessoas denunciando, ajudando e apoiando a causa. Ainda há muito a melhorar, mas seguimos trabalhando diariamente para mudar essa realidade, através de resgates, adoções responsáveis e conscientização da comunidade.
A conscientização da sociedade sobre o abandono de animais é essencial para mudar essa realidade tão triste. Abandonar não é apenas um ato de descaso, mas uma forma de sofrimento para quem depende totalmente do ser humano.
A castração é um dos principais caminhos para evitar ninhadas indesejadas e reduzir o número de animais nas ruas, além de trazer benefícios para a saúde deles.

É CRIME!
Maltratar animais é crime no Brasil, conforme a Lei nº 9.605/1998. Isso inclui agressão, abandono, falta de alimentação e água, manter o animal preso em condições inadequadas, negar atendimento veterinário, entre outros. A pena pode chegar a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição de guarda, especialmente em casos envolvendo cães e gatos (Lei nº 14.064/2020). Ao presenciar qualquer forma de maus-tratos, denuncie. Proteger os animais é responsabilidade de toda a sociedade.
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Fonte: Camilla Constantin/ WH Comunicações
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