SE ENTREGOU - 15/12/2021 08:53

Condenado por incêndio na boate Kiss se entrega à polícia em SC

Mauro Londero Hoffmann, de 56 anos, foi condenado a 19 anos e seis meses de prisão
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Mauro Hoffmann foi condenado há 19 anos e seis meses de prisão(Foto: Juliano Verardi/Imprensa TJ-RS)
Condenado a 19 anos e seis meses de prisão, o sócio da B​oate Kiss, Mauro Londero Hoffmann, de 56 anos, se entregou no Presídio Regional de Tijucas, na Grande Florianópolis, nesta quarta-feira (15). Ele e outros três condenados tiveram o habeas corpus preventivo suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (14).
O empresário chegou ao presídio de Tijucas por volta das 8h10 acompanhado de um advogado. Em nota, Departamento de Policia Penal (DPP) confirmou a prisão do empresário na unidade prisional 
A prisão de Hoffman e dos outros condenados chegou a ser decretada pelo juiz Orlando Faccini Neto durante a leitura da sentença, que aconteceu na sexta-feira (10). No entanto, o desembargador Manuel José Martinez Lucas concedeu aos quatro o direito de recorrerem em liberdade.
A reviravolta no caso aconteceu na terça, com o aceite do ministro Luiz Fux do recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) da suspensão do habeas corpus preventivo.
Os quatro réus foram condenados por 242 homicídios consumados e 636 tentativas. Para o MP-RS, Mauro e Elissandro Spohr, dono da Boate Kiss, são responsáveis pelos crimes e assumiram o risco de matar por terem usado "em paredes e no teto da boate espuma altamente inflamável e sem indicação técnica de uso, contratando o show descrito, que sabiam incluir exibições com fogos de artifício, mantendo a casa noturna superlotada, sem condições de evacuação e segurança contra fatos dessa natureza, bem como equipe de funcionários sem treinamento obrigatório, além de prévia e genericamente ordenarem aos seguranças que impedissem a saída de pessoas do recinto sem pagamento das despesas de consumo na boate".
Já Marcelo de Jesus, vocalista da banda, e Luciano Bonilha, auxiliar da banda, foram apontados como responsáveis porque "adquiriram e acionaram fogos de artifício (...), que sabiam se destinar a uso em ambientes externos, e direcionaram este último, aceso, para o teto da boate, que distava poucos centímetros do artefato, dando início à queima do revestimento inflamável e saindo do local sem alertar o público sobre o fogo e a necessidade de evacuação, mesmo podendo fazê-lo, já que tinham acesso fácil ao sistema de som da boate".
Fonte: Diário Catarinense
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