A defesa de uma Celesc pública mobilizou trabalhadores e deputados em sessão da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (27). A reunião, solicitada pelo deputado Fabiano da Luz (PT), abordou a falta de pessoal, as falhas no novo sistema da companhia que prejudicam consumidores e as medidas necessárias para melhorar o atendimento à população. Cerca de 350 funcionários participaram.
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Durante o encontro, Fabiano destacou a realização de uma audiência pública no dia 9 de abril, no Legislativo, para debater sobre o assunto.
A coordenadora da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina (Intercel), Calorine Camargo Borba, expressou preocupação com o direcionamento atual da empresa:
“A Celesc, que oferece uma das menores tarifas do país, é um patrimônio público dos catarinenses. Infelizmente, apesar dos resultados positivos, vem sendo administrada na contramão do seu papel público".
Borba criticou a atual diretoria por precarizar as condições de trabalho, comprometendo a saúde dos funcionários e o atendimento aos consumidores. "A crise no novo sistema tem exposto esta gestão, que aparentemente prioriza o lucro em detrimento da qualidade. Em São Paulo, a redução do quadro próprio e o aumento da terceirização resultaram em sucessivos apagões, enquanto a empresa privada mais que duplicou seu lucro", destacou.
Falha em novo sistema
Implementado em maio de 2024 com problemas, o novo sistema da Celesc faz com que as pessoas tenham dificuldade de solicitar serviços básicos, como receber a fatura de energia. Além de causar transtorno para a população, as falhas têm lotado as lojas de atendimento, sobrecarregando os servidores. A situação motivou a notificação do Ministério Público do Trabalho, que cobra a contratação de atendentes comerciais e assistentes administrativos.
Em sua fala na Alesc, o deputado Fabiano da Luz reconheceu o comprometimento dos funcionários, agradecendo também os deputados de várias siglas que defenderam a empresa pública e os trabalhadores. Eles também criticaram o novo sistema.
"São essas pessoas que estão na linha de frente, atendendo a população num momento em que o sistema da companhia falha e prejudica milhares de famílias. Enquanto isso, a direção não apresenta resposta rápida, não amplia o quadro de servidores e não soluciona definitivamente os erros desse novo sistema".