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Os estudantes do curso de Direito da Unidade Central de Educação Faem (UCEFF), em Chapecó, estão promovendo uma campanha para arrecadar fundos após uma colega perder todo o dinheiro destinado à formatura em apostas online.
De acordo com a Polícia Civil, a aluna teria utilizado aproximadamente R$ 77 mil — valor economizado ao longo de três anos para custear a cerimônia de formatura — em apostas na internet, especificamente no Jogo do Tigrinho.Diante da situação, os formandos se mobilizaram e criaram uma vakinha online para tentar recuperar o montante perdido. A arrecadação, disponível neste link, busca atingir a meta de R$ 70 mil. Até o momento, apenas R$ 1.170 foram arrecadados. Além da vakinha, os alunos disponibilizaram uma chave Pix para doações extras: [email protected].
“Fomos vítimas de um golpe, onde todo o valor arrecadado para a nossa tão sonhada formatura foi desviado por uma colega, que apostou o dinheiro em jogos de aposta. Isso nos pegou de surpresa, mas ao invés de desistirmos, decidimos nos unir e encontrar uma maneira de reconstruir nosso sonho”, descreve a postagem da vakinha online.
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Além da campanha de arrecadação online, a turma também está organizando ações como a venda de pizzas e uma rifa com premiações em dinheiro, promovidas por meio de um perfil no Instagram. O acesso pode ser feito através deste link.
Entenda o caso
O caso chegou à Polícia Civil após 16 estudantes denunciarem terem sido vítimas do golpe após uma colega perder todo o dinheiro da formatura em jogos de azar.
O montante estava sob a responsabilidade dela, que deveria efetuar o pagamento da empresa contratada para o evento. No entanto, com a aproximação da cerimônia, marcada para o final de fevereiro, os alunos foram surpreendidos ao serem informados de que a quantia acordada não havia sido repassada. Apenas um depósito inicial de R$ 2 mil foi realizado.
Diante da suspeita, os estudantes tentaram entrar em contato com a responsável pelo dinheiro, que acabou confessando ter perdido toda a quantia em apostas.
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Após a revelação, a estudante parou de responder mensagens, deixou de atender ligações e, aparentemente, saiu da cidade, sem ser mais vista pelos colegas.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para reunir provas, ouvir os envolvidos e esclarecer os fatos. O delegado responsável já encaminhou uma representação ao Poder Judiciário para rastrear a movimentação financeira da suspeita e tentar recuperar o valor desviado.