EDUCAÇÃO - 21/03/2025 07:35

Diplomada da Unoesc relata os desafios da Residência em Fisioterapia Hospitalar

Fabiane Aparecida Baruffi destaca desafios e aprendizados na especialização no HUOP, em Cascavel
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Foto: Arquivo Pessoal / Unoesc

A diplomada do curso de Fisioterapia da Unoesc São Miguel do Oeste, Fabiane Aparecida Baruffi, conquistou, em 2023, uma vaga na Residência em Fisioterapia Hospitalar do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel (PR). Com duração de dois anos, o programa proporciona uma formação intensiva, aliando aprendizado teórico e prática hospitalar.

Fabiane conta que o interesse pela residência surgiu no sétimo período da graduação, ao refletir sobre sua atuação profissional após a formatura.

— Foi então que passei a buscar informações sobre a residência na área hospitalar, com a qual mais me identifiquei. Percebi, ainda, a vantagem de estar inserida no mercado de trabalho imediatamente após a formação, enquanto me especializava. Além disso, a residência me permitiria aprofundar meus conhecimentos na área hospitalar em uma nova região, já que o programa tem grande carga horária prática — explica.

Nos dois últimos períodos da graduação, ela organizou um cronograma de estudos para o processo seletivo, conciliando a preparação com as atividades acadêmicas e os estágios.

A formação na Unoesc foi essencial para a conquista da vaga. A experiência prática em ambiente hospitalar, durante os estágios, despertou ainda mais seu interesse pela área. Além disso, ela buscou fortalecer o currículo com a orientação de professores e da coordenação do curso, atuando como monitora na Clínica-Escola de Fisioterapia e participando de projetos de pesquisa, o que contribuiu para a pontuação no processo seletivo.

Desafios e aprendizados na residência

Entre os desafios enfrentados no primeiro ano do programa, Fabiane destaca a alta demanda diária de atendimentos.

— O grande volume de atendimentos exige não apenas agilidade, mas também um olhar criterioso para garantir que cada paciente receba a melhor conduta possível. Essa experiência proporciona um crescimento significativo, pois sabemos que estamos oferecendo o nosso melhor. É gratificante ver os pacientes retornando para casa melhores e com funcionalidade, sabendo que isso é resultado do nosso trabalho — reforça.

Além disso, a residência possui uma forte carga teórica e científica, com a elaboração de casos clínicos, artigos e apresentações ao longo do primeiro ano.

— No segundo ano, essa trajetória acadêmica continua com a realização do Trabalho de Conclusão de Residência (TCR), proporcionando um aprofundamento ainda maior no aprendizado e na produção científica — acrescenta.

Segundo Fabiane, a residência ampliou sua visão sobre o papel do fisioterapeuta no ambiente hospitalar.

— Nossa atuação vai muito além da reabilitação, sendo fundamental para a recuperação precoce, a prevenção de complicações e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes internados. Trabalhamos de forma multidisciplinar, contribuindo diretamente para a redução do tempo de internação e a otimização dos recursos hospitalares. Vejo a necessidade de o fisioterapeuta estar presente em todas as fases da hospitalização do paciente, da admissão até a alta. Além disso, a residência me permitiu desenvolver um olhar mais crítico e técnico sobre as condutas adotadas, aprimorando minha tomada de decisão baseada em evidências — ressalta.

A experiência intensiva no hospital reforçou a importância do trabalho multidisciplinar e da humanização no atendimento, fatores essenciais para a qualidade de vida dos pacientes e o apoio às suas famílias.

Durante o programa, Fabiane teve contato com diferentes especialidades, como Fisioterapia Respiratória, Cardiovascular, Traumato-Ortopédica e Terapia Intensiva, passando por setores como enfermarias adulta e pediátrica, sala de emergência e UTI. Essa vivência ampliou suas possibilidades de atuação e consolidou sua certeza sobre a relevância da fisioterapia hospitalar.

— Sinto-me completamente realizada com a profissão que escolhi. Amo a fisioterapia e me encanta saber que, dentro do hospital, posso fazer a diferença na vida das pessoas. Após a residência, meu maior desejo é continuar atuando no ambiente hospitalar, mas também tenho grande interesse em seguir na docência — finaliza.

 

Fonte: ASCOM UNOESC
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