
A diplomada do curso de Fisioterapia da Unoesc São Miguel do
Oeste, Fabiane Aparecida Baruffi, conquistou, em 2023, uma vaga na Residência
em Fisioterapia Hospitalar do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP),
em Cascavel (PR). Com duração de dois anos, o programa proporciona uma formação
intensiva, aliando aprendizado teórico e prática hospitalar.
Fabiane conta que o interesse pela residência surgiu no
sétimo período da graduação, ao refletir sobre sua atuação profissional após a
formatura.
— Foi então que passei a buscar informações sobre a
residência na área hospitalar, com a qual mais me identifiquei. Percebi, ainda,
a vantagem de estar inserida no mercado de trabalho imediatamente após a
formação, enquanto me especializava. Além disso, a residência me permitiria
aprofundar meus conhecimentos na área hospitalar em uma nova região, já que o
programa tem grande carga horária prática — explica.
Nos dois últimos períodos da graduação, ela organizou um
cronograma de estudos para o processo seletivo, conciliando a preparação com as
atividades acadêmicas e os estágios.
A formação na Unoesc foi essencial para a conquista da vaga.
A experiência prática em ambiente hospitalar, durante os estágios, despertou
ainda mais seu interesse pela área. Além disso, ela buscou fortalecer o
currículo com a orientação de professores e da coordenação do curso, atuando
como monitora na Clínica-Escola de Fisioterapia e participando de projetos de
pesquisa, o que contribuiu para a pontuação no processo seletivo.
Desafios e aprendizados na residência
Entre os desafios enfrentados no primeiro ano do programa,
Fabiane destaca a alta demanda diária de atendimentos.
— O grande volume de atendimentos exige não apenas
agilidade, mas também um olhar criterioso para garantir que cada paciente
receba a melhor conduta possível. Essa experiência proporciona um crescimento
significativo, pois sabemos que estamos oferecendo o nosso melhor. É
gratificante ver os pacientes retornando para casa melhores e com
funcionalidade, sabendo que isso é resultado do nosso trabalho — reforça.
Além disso, a residência possui uma forte carga teórica e
científica, com a elaboração de casos clínicos, artigos e apresentações ao
longo do primeiro ano.
— No segundo ano, essa trajetória acadêmica continua com a
realização do Trabalho de Conclusão de Residência (TCR), proporcionando um
aprofundamento ainda maior no aprendizado e na produção científica —
acrescenta.
Segundo Fabiane, a residência ampliou sua visão sobre o
papel do fisioterapeuta no ambiente hospitalar.
— Nossa atuação vai muito além da reabilitação, sendo
fundamental para a recuperação precoce, a prevenção de complicações e a
melhoria da qualidade de vida dos pacientes internados. Trabalhamos de forma
multidisciplinar, contribuindo diretamente para a redução do tempo de
internação e a otimização dos recursos hospitalares. Vejo a necessidade de o
fisioterapeuta estar presente em todas as fases da hospitalização do paciente,
da admissão até a alta. Além disso, a residência me permitiu desenvolver um
olhar mais crítico e técnico sobre as condutas adotadas, aprimorando minha
tomada de decisão baseada em evidências — ressalta.
A experiência intensiva no hospital reforçou a importância
do trabalho multidisciplinar e da humanização no atendimento, fatores
essenciais para a qualidade de vida dos pacientes e o apoio às suas famílias.
Durante o programa, Fabiane teve contato com diferentes
especialidades, como Fisioterapia Respiratória, Cardiovascular,
Traumato-Ortopédica e Terapia Intensiva, passando por setores como enfermarias
adulta e pediátrica, sala de emergência e UTI. Essa vivência ampliou suas
possibilidades de atuação e consolidou sua certeza sobre a relevância da
fisioterapia hospitalar.
— Sinto-me completamente realizada com a profissão que
escolhi. Amo a fisioterapia e me encanta saber que, dentro do hospital, posso
fazer a diferença na vida das pessoas. Após a residência, meu maior desejo é
continuar atuando no ambiente hospitalar, mas também tenho grande interesse em
seguir na docência — finaliza.