A defesa havia protocolado a solicitação na última quarta-feira (31) por "agravamento" do quadro médico de Bolsonaro. Moraes alegou, em sua decisão, que há "total ausência dos requisitos legais para a concessão de prisão domiciliar, bem como diante dos reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga, inclusive com dolosa destruição da tornozeleira eletrônica".
O ex-chefe do Executivo está internado desde 24 de dezembro no hospital DF Star, em Brasília, onde fez cinco procedimentos para tratar hérnia inguinal bilateral, também chamada de hérnia na virilha, e crise de soluços.
A previsão da equipe médica é que o político receba alta nesta quinta-feira, após realizar endoscopia. Bolsonaro está tomando antidepressivos e continuará sendo acompanhado por médicos, mesmo preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
No pedido para prisão domiciliar, a defesa afirmou que as condições de saúde do ex-presidente podem ser agravadas no cumprimento do regime fechado. Também citou que a mesma medida foi concedida ao ex-presidente Fernando Collor e que o quadro pós-operatório requer condições especiais para cuidado do paciente.

