
O Itaú Unibanco fechou cerca de aproximadamente 250 agências em todo o país, causando transtornos no atendimento presencial e na saúde dos trabalhadores, segundo alegou a entidade Contraf-CUT.
Em nota, o Itaú informou que está transformando sua estratégia de varejo com foco na experiência digital, destacando que “97% das transações de pessoas físicas já ocorrem pelos canais digitais”.
“Essa transformação também redefine o papel da rede física, que continuará sendo parte essencial da estratégia e passará, ao longo dos próximos anos, a adotar um modelo mais consultivo e nichado”, diz o comunicado. O banco não se manifestou sobre o número de agências fechadas.
Dados divulgados pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) indicam que 241 unidades teriam sido oficialmente encerradas, enquanto outras nove permanecem em processo de fechamento.
Segundo o sindicato, 79% dos trabalhadores afetados foram realocados, 3% pediram demissão motivados pela pressão e 18% foram desligados das funções.
Com a alegada redução da rede física, clientes relatam filas extensas, longos tempos de espera e dificuldades para resolver serviços básicos, principalmente em áreas periféricas, onde as agências não têm estrutura suficiente para absorver a demanda.
Para dirigentes sindicais, a política de fechamento das agências aprofunda a exclusão bancária, atingindo especialmente idosos, pessoas com deficiência e clientes que dependem do atendimento presencial.
Leia íntegra do comunicado do Itaú:
“O Itaú Unibanco vem transformando sua estratégia de Varejo PF, com foco em oferecer uma experiência digital cada vez mais fluida e hiperpersonalizada. Hoje, cerca de 97% das transações de pessoas físicas já ocorrem pelos canais digitais, e o superapp vem se consolidando como um aliado na gestão financeira do dia a dia.
Com o apoio da Inteligência Itaú, vamos levar a experiência digital a novos patamares, direcionando investimentos para equipar times comerciais, em pontos físicos e digitais, para liderar conversas ainda mais qualificadas e soluções aderentes às necessidades dos clientes.
Essa transformação também redefine o papel da rede física, que continuará sendo parte essencial da estratégia e passará, ao longo dos próximos anos, a adotar um modelo mais consultivo e nichado.
As unidades estarão preparadas para atender diferentes perfis com maior proximidade e especialização, unindo a eficiência do digital a uma presença humana acolhedora e qualificada nos momentos que exigem relacionamento e orientação financeira.”

