
O Brasil viveu, em 2025, um recorde histórico no número de pessoas desaparecidas, com mais de 84 mil registros ao longo do ano, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Santa Catarina acompanhou o cenário nacional e encerrou o ano com 4.317 ocorrências de desaparecimento, conforme levantamento divulgado nesta quarta-feira (28).
O número coloca Santa Catarina na 6ª posição no ranking nacional, tanto em números absolutos quanto na taxa proporcional à população. Apesar disso, o estado apresenta o menor total de registros entre os três estados da região Sul.
Taxa catarinense é superior à média do país
Enquanto a taxa média nacional foi de 39,71 desaparecimentos a cada 100 mil habitantes, Santa Catarina registrou 52,73 casos por 100 mil habitantes em 2025. O índice é considerado elevado por especialistas em segurança pública.
Na prática, os dados indicam que mais de 11 pessoas desapareceram por dia em território catarinense ao longo do ano, envolvendo diferentes faixas etárias e regiões do estado.
Crianças e adolescentes preocupam autoridades
Entre os casos registrados em Santa Catarina, 1.450 envolvem crianças e adolescentes, o que acende um alerta para a proteção da infância e da juventude. Em nível nacional, o Sinesp contabilizou 23.919 desaparecimentos de menores de 18 anos em 2025, uma média de 66 casos por dia.
O levantamento também aponta que a maioria das pessoas desaparecidas é do sexo masculino, padrão que se repete no estado catarinense. Especialistas destacam, no entanto, que nem todos os registros estão ligados a crimes. Muitos casos envolvem afastamento voluntário, conflitos familiares, problemas de saúde mental ou situações de vulnerabilidade social.
Outro fator que impacta as estatísticas é a falta de comunicação às autoridades quando a pessoa é localizada, o que mantém os registros ativos nos sistemas oficiais.
As forças de segurança de Santa Catarina ressaltam que o enfrentamento do problema exige uma atuação integrada entre segurança pública, assistência social, saúde e educação, além do engajamento da sociedade para comunicar desaparecimentos e localizações o quanto antes.

