
O pequeno Anthoni Machado Kniess Rohden, de 2 meses de idade, recebeu nesta segunda-feira, 9, a aplicação do anticorpo Nirsevimabe, no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. Foto: Silviane Mannrich/Ascom SES
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) anunciou nesta segunda-feira (9), que Santa Catarina já iniciou a aplicação do Nirsevimabe, anticorpo que garante proteção imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite e de internações em bebês. Durante a semana passada, o Ministério da Saúde divulgou a distribuição de 300 mil doses a todos os estados.
Quem pode receber o imunizante?
O Ministério da Saúde destacou que o Nirsevimabe é destinado a:
- Recém-nascidos prematuros, com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias;
- Crianças de até 23 meses com comorbidades específicas: cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas.
Distribuição para os municípios catarinenses
De acordo com a SES, as doses começaram a ser distribuídas na semana passada e já foram entregues para as regionais de Saúde de Mafra, Jaraguá do Sul, Lages e Rio do Sul, São Miguel do Oeste, Chapecó, Concórdia, Xanxerê, Araranguá, Tubarão, Criciúma, Itajaí e Blumenau. Nesta terça-feira (10), as regionais de Joaçaba, Videira, Florianópolis e Joinville também irão receber o Nirsevimabe.
Os municípios irão retirar as doses nas regionais de saúde para organizarem a aplicação no público-alvo. Para assegurar o acesso, as famílias devem procurar a unidade de referência do município para obter informações sobre a indicação e o agendamento.
“Com a utilização desse anticorpo monoclonal, as crianças ficam imediatamente protegidas e, com isso, vão poder passar por uma temporada de vírus respiratórios com mais segurança. Crianças prematuras (menores de 36 semanas e 6 dias) são grupo elegível para receber o Nirsevimabe. O fato de a mãe ter sido vacinada não exclui a profilaxia com o anticorpo quando a criança é prematura e se enquadra nos critérios do programa”, explica o Superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Fábio Gaudenzi.

