
Na tarde desta segunda-feira (16), a Líder FM recebeu representantes da Associação de Fibromialgia de Maravilha e Região (Afibromar) para uma entrevista sobre conscientização, acolhimento e fortalecimento da causa. Participaram da conversa a presidente da entidade, Caciara Regina de Souza, e a tesoureira Dione Diehl, que compartilharam vivências pessoais com a doença e falaram sobre o trabalho desenvolvido pela associação.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor generalizada, principalmente na musculatura, além de sintomas como fadiga, sono não reparador, ansiedade, alterações de memória e atenção, depressão e distúrbios intestinais. Embora não tenha cura, o tratamento multidisciplinar contribui significativamente para a melhora da qualidade de vida dos pacientes.
Durante a entrevista, Dione relatou os desafios enfrentados desde o diagnóstico, que veio após sucessivas crises de dor e a busca por atendimento com reumatologista. Entre os sintomas mais marcantes, ela destacou o cansaço extremo, a sensação constante de fraqueza, o “corpo travado” e as dificuldades de memória e concentração.
Caciara reforçou que a fibromialgia é considerada uma “doença invisível”, o que muitas vezes gera preconceito e falta de compreensão. “A gente acorda com dor, com um cansaço que antes não existia. Ficar muito tempo em pé, como em uma fila, pode ser extremamente difícil”, relatou. Por isso, segundo ela, a conscientização é fundamental para combater o estigma e garantir mais respeito às pessoas fibromiálgicas.
A Afibromar surgiu a partir de um grupo de WhatsApp, criado por pessoas que buscavam apoio e troca de informações. Com o tempo, o movimento se estruturou formalmente e hoje integra a Associação Nacional de Fibromiálgicos e Doenças Correlacionadas (Anfibro) e também a entidade estadual catarinense. A associação possui núcleos em municípios vizinhos, promovendo acolhimento, orientação, mobilização social e diálogo com o poder público para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à causa.
As representantes também destacaram a importância da rede de apoio, especialmente da família, no enfrentamento da doença. Como a dor é constante e pode limitar atividades simples do dia a dia, o acolhimento faz toda a diferença na qualidade de vida.
Como forma de ampliar o debate, a Afibromar promove no dia 28 de fevereiro uma roda de conversa na Praça Padre José Bunse (Praça da Matriz), seguida de caminhada aberta à comunidade. Já no dia 20 de março, Maravilha recebe um seminário Regional sobre a doença, o qual será realizado na Câmara Municipal, e conta com o apoio da Alesc.

