
A Vigilância Epidemiológica confirmou o primeiro caso de mpox em 2026 em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Após a confirmação, a prefeitura reforçou orientações de prevenção para o período de Carnaval.
Segundo a Vigilância, o paciente é morador da capital gaúcha e teria contraído a doença fora do estado. Em 2025, a cidade registrou 11 casos confirmados.
A gerente em exercício da Vigilância Epidemiológica, Raquel Carboneiro, orienta que foliões examinem a própria pele antes de sair para as festas. “Quem vai festejar o Carnaval deve observar a presença de erupções, bolhas ou feridas, especialmente na região genital, boca, mãos e pés”, destacou.
O que é mpox?
Também conhecida como varíola dos macacos, a mpox é causada pelo vírus MPXV, do mesmo gênero do vírus da varíola. A doença provoca erupções cutâneas e pode ser transmitida principalmente por contato direto com lesões de uma pessoa infectada.
De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão pode ocorrer por:
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Contato direto com pessoa infectada (pus ou sangue das lesões);
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Contato com materiais contaminados;
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Contato com animais silvestres infectados (principalmente roedores).
O vírus também pode ser transmitido pela saliva, especialmente quando há feridas na boca. Já a transmissão por gotículas respiratórias exige contato próximo e prolongado, o que aumenta o risco para familiares, parceiros íntimos e profissionais de saúde.
Sintomas da mpox
Os principais sintomas incluem:
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Febre
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Dor de cabeça
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Dores musculares
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Fraqueza
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Gânglios inchados (ínguas)
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Lesões e erupções na pele
O período de incubação varia de três a 21 dias, com média entre 10 e 16 dias.
Em caso de suspeita, a recomendação é procurar atendimento em uma unidade de saúde, utilizar máscara e manter as lesões cobertas.
Recomendações para o Carnaval
A Vigilância Epidemiológica reforça que pessoas com sintomas não devem frequentar blocos ou manter contato íntimo e sexual durante o período.
Entre as principais orientações estão:
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Evitar contato físico ou íntimo com pessoas que apresentem lesões suspeitas;
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Higienizar as mãos com frequência, usando álcool em gel 70%;
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Não compartilhar objetos como copos, garrafas, talheres, cigarros, roupas ou toalhas;
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Usar máscara em ambientes com aglomeração muito intensa, especialmente se houver circulação ativa do vírus.
As autoridades também recomendam atenção aos sinais e sintomas após o feriado, buscando atendimento médico ao menor indício de infecção.

