SAÚDE - 17/02/2026 11:14

Porto Alegre confirma 1º caso de mpox em 2026 e faz alerta para o Carnaval

Prefeitura orienta foliões a evitarem contato íntimo e a observarem sintomas antes de participar das festas
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Foto: Agência Brasil 

A Vigilância Epidemiológica confirmou o primeiro caso de mpox em 2026 em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Após a confirmação, a prefeitura reforçou orientações de prevenção para o período de Carnaval.

Segundo a Vigilância, o paciente é morador da capital gaúcha e teria contraído a doença fora do estado. Em 2025, a cidade registrou 11 casos confirmados.

A gerente em exercício da Vigilância Epidemiológica, Raquel Carboneiro, orienta que foliões examinem a própria pele antes de sair para as festas. “Quem vai festejar o Carnaval deve observar a presença de erupções, bolhas ou feridas, especialmente na região genital, boca, mãos e pés”, destacou.

O que é mpox?

Também conhecida como varíola dos macacos, a mpox é causada pelo vírus MPXV, do mesmo gênero do vírus da varíola. A doença provoca erupções cutâneas e pode ser transmitida principalmente por contato direto com lesões de uma pessoa infectada.

De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão pode ocorrer por:

  • Contato direto com pessoa infectada (pus ou sangue das lesões);

  • Contato com materiais contaminados;

  • Contato com animais silvestres infectados (principalmente roedores).

O vírus também pode ser transmitido pela saliva, especialmente quando há feridas na boca. Já a transmissão por gotículas respiratórias exige contato próximo e prolongado, o que aumenta o risco para familiares, parceiros íntimos e profissionais de saúde.

Sintomas da mpox

Os principais sintomas incluem:

  • Febre

  • Dor de cabeça

  • Dores musculares

  • Fraqueza

  • Gânglios inchados (ínguas)

  • Lesões e erupções na pele

O período de incubação varia de três a 21 dias, com média entre 10 e 16 dias.

Em caso de suspeita, a recomendação é procurar atendimento em uma unidade de saúde, utilizar máscara e manter as lesões cobertas.

Recomendações para o Carnaval

A Vigilância Epidemiológica reforça que pessoas com sintomas não devem frequentar blocos ou manter contato íntimo e sexual durante o período.

Entre as principais orientações estão:

  • Evitar contato físico ou íntimo com pessoas que apresentem lesões suspeitas;

  • Higienizar as mãos com frequência, usando álcool em gel 70%;

  • Não compartilhar objetos como copos, garrafas, talheres, cigarros, roupas ou toalhas;

  • Usar máscara em ambientes com aglomeração muito intensa, especialmente se houver circulação ativa do vírus.

As autoridades também recomendam atenção aos sinais e sintomas após o feriado, buscando atendimento médico ao menor indício de infecção.

Fonte: ND+
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