
Protegido e colaborador próximo de Martin Luther King Jr., Jackson ganhou projeção nacional nos anos 1960 como um dos principais articuladores do movimento pelos direitos civis. Após o assassinato de King, em 1968, tornou-se uma das vozes mais ativas na defesa da justiça racial e social no país.
Fundador da Coalizão Arco-Íris, Jackson foi responsável por articular alianças multiculturais que ajudaram a remodelar o Partido Democrata. Ele disputou duas vezes a indicação presidencial democrata, nas décadas de 1980, ampliando a participação política da população negra e de outros grupos historicamente marginalizados. O lema “Keep hope alive” (“Mantenham a esperança viva”) tornou-se um símbolo de sua trajetória.
Analistas apontam que suas campanhas e articulações políticas abriram caminho para a ascensão de Barack Obama à Presidência, ao impulsionar mudanças nas regras das primárias democratas e fortalecer a representatividade no partido.
A morte de Jackson gerou repercussão imediata. Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou a perda, descrevendo o reverendo como “uma força da natureza” e destacando seu carisma e influência política, além de enviar condolências à família.
Jesse Jackson deixa um legado que atravessa três grandes períodos da história americana — a era Jim Crow, o movimento pelos direitos civis e o período pós-direitos civis —, permanecendo como referência na luta por igualdade racial, justiça social e participação política nos Estados Unidos.

