
A parceria entre o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, alcançou um marco histórico na região de Joaçaba. A 4ª Companhia do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), sediada no Aeroporto Santa Terezinha, superou a marca de 1.000 horas de voo com a aeronave Arcanjo-04.

Desde a inauguração da base, em 10 de abril de 2024, a operação transformou a resposta a ocorrências de alta complexidade no Meio-Oeste e Extremo-Oeste catarinense. Em situações em que o deslocamento terrestre poderia ultrapassar oito ou até dez horas, o atendimento aéreo garante acesso ágil a hospitais de referência em diferentes regiões do estado.
Operando com o avião Cessna Grand Caravan, a equipe atende municípios do Meio-Oeste, Planalto Serrano e Extremo-Oeste. O índice de 96,4% de missões cumpridas reforça a confiabilidade do serviço. Até o momento, 641 pessoas — entre pacientes e acompanhantes — foram transportadas, com média de 2,8 horas de voo por ocorrência. Em 71,7% das missões, foi possível garantir a presença de um acompanhante durante o transporte, evidenciando o caráter humanizado da operação.
Entre as principais demandas estão transferências inter-hospitalares de alta complexidade, transporte de gestantes de risco — 46 atendidas até agora —, além de remoções neonatais e pediátricas, que representam 47,5% dos pacientes. A base também atua no transporte de órgãos e no apoio a missões de busca e resgate.
Para assegurar atendimento especializado, a equipe utilizou incubadoras em 89 ocasiões e dispositivos de segurança para bebês em outras 30 missões, funcionando como uma verdadeira UTI aérea.

A atuação integrada com o SAMU segue modelo consolidado em Santa Catarina há mais de uma década. Atualmente, o serviço aeromédico catarinense conta com cinco aeronaves — entre aviões e helicópteros — distribuídas estrategicamente pelo estado.
O capitão Daldrian Scarabelot destacou que a marca simboliza a maturidade operacional da unidade. “Cada missão reafirma nosso compromisso com a sociedade catarinense. Quando não estamos em voo, estamos em resgate, garantindo que o socorro nunca pare. Essas mil horas representam centenas de segundas chances”, afirmou.
Mais do que um dado estatístico, as mais de mil horas voadas representam tempo decisivo entre a urgência e o cuidado, consolidando a 4ª Companhia do BOA como um dos pilares da assistência aeromédica em Santa Catarina.

