
A CPI do Crime Organizado deve ouvir nesta quarta-feira (11) o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
O chefe do Executivo gaúcho foi convidado para falar aos parlamentares sobre a atuação de facções criminosas no estado e apresentar as estratégias do governo estadual para o enfrentamento ao crime organizado.
Requerimentos e investigações em pauta
Além da oitiva do governador, o colegiado também deve analisar requerimentos de convocação e pedidos de quebra de sigilo relacionados às investigações conduzidas pela comissão.
Entre os itens da pauta está a convocação de:
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Paulo Sérgio Neves de Souza
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Belline Santana
Ambos foram alvo de operação da Polícia Federal no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master.
A CPI também deve votar a quebra de sigilo de Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.
Ausência de investigados gera impasses
Na semana passada, a comissão enfrentou dificuldades para avançar nas investigações. Estavam previstos os depoimentos de Daniel Vorcaro e Fabiano Campos Zettel, mas a sessão foi cancelada após a ausência dos convocados.
Posteriormente, a CPI recorreu ao Supremo Tribunal Federal para garantir a presença de Vorcaro no colegiado. No entanto, decisão do ministro André Mendonça tornou facultativa a participação do banqueiro, e não obrigatória.
Disputa judicial sobre quebra de sigilo
Outro ponto de tensão envolve a tentativa da CPI de quebrar os sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, que tem entre os sócios o ministro do STF Dias Toffoli.
A decisão foi suspensa por liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes. A comissão contestou a medida e pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a redistribuição do caso.
Os parlamentares afirmam que a decisão representa “grave lesão à ordem pública institucional” e defendem a continuidade das investigações conduzidas pela CPI.

