CPI - 11/03/2026 07:59

CPI do Crime Organizado de ouvir governador do RS Eduardo Leite nesta quarta-feira (11)

Comissão também analisará pedidos de convocação e quebra de sigilo e prevê oitiva de ex-dirigente da Reag Investimentos; presenças ainda não estão confirmadas
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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A CPI do Crime Organizado deve ouvir nesta quarta-feira (11) o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

O chefe do Executivo gaúcho foi convidado para falar aos parlamentares sobre a atuação de facções criminosas no estado e apresentar as estratégias do governo estadual para o enfrentamento ao crime organizado.

Requerimentos e investigações em pauta

Além da oitiva do governador, o colegiado também deve analisar requerimentos de convocação e pedidos de quebra de sigilo relacionados às investigações conduzidas pela comissão.

Entre os itens da pauta está a convocação de:

  • Paulo Sérgio Neves de Souza

  • Belline Santana

Ambos foram alvo de operação da Polícia Federal no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master.

A CPI também deve votar a quebra de sigilo de Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.

Ausência de investigados gera impasses

Na semana passada, a comissão enfrentou dificuldades para avançar nas investigações. Estavam previstos os depoimentos de Daniel Vorcaro e Fabiano Campos Zettel, mas a sessão foi cancelada após a ausência dos convocados.

Posteriormente, a CPI recorreu ao Supremo Tribunal Federal para garantir a presença de Vorcaro no colegiado. No entanto, decisão do ministro André Mendonça tornou facultativa a participação do banqueiro, e não obrigatória.

Disputa judicial sobre quebra de sigilo

Outro ponto de tensão envolve a tentativa da CPI de quebrar os sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, que tem entre os sócios o ministro do STF Dias Toffoli.

A decisão foi suspensa por liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes. A comissão contestou a medida e pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a redistribuição do caso.

Os parlamentares afirmam que a decisão representa “grave lesão à ordem pública institucional” e defendem a continuidade das investigações conduzidas pela CPI.

Fonte: CNN Brasil
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