Saúde em Alerta - 22/03/2026 12:41 (atualizado em 22/03/2026 12:45)

SC tem um dos maiores riscos de câncer de pele do Brasil, aponta Inca

Estado registra taxa mais de três vezes acima da média nacional e lidera estimativas de melanoma no Sul
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Em termos de risco populacional, Santa Catarina apresenta uma taxa estimada de 12,99 casos por 100 mil habitantes (Foto: Banco de Imagens) 

Santa Catarina está entre os estados brasileiros com maior risco proporcional de câncer de pele. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para o período de 2023 a 2025, o estado deve registrar cerca de 1.040 novos casos de melanoma por ano, número superior ao estimado para o Rio Grande do Sul (750 casos/ano) e o Paraná (610 casos/ano).

Em termos de risco populacional, Santa Catarina apresenta uma taxa estimada de 12,99 casos por 100 mil habitantes, mais de três vezes acima da média nacional, que é de aproximadamente 4,13 casos por 100 mil habitantes.

Segundo o Inca, o câncer de pele não melanoma é o tipo mais frequente no Brasil, e os estados da Região Sul concentram as taxas mais elevadas. Em Santa Catarina, fatores como clima, perfil populacional e hábitos culturais contribuem para o aumento dos casos, especialmente no litoral, onde a exposição solar é intensa durante o verão.

Prevenção e diagnóstico precoce são fundamentais

De acordo com Franciele Barcelo Silva Souza, professora do curso de Biomedicina da Faculdade Anhanguera de Joinville, a prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo as principais estratégias para reduzir complicações e aumentar as chances de cura.

O câncer de pele, quando identificado nas fases iniciais, apresenta índices muito altos de sucesso no tratamento. O problema é que muitas pessoas ainda negligenciam sinais como manchas, feridas que não cicatrizam ou alterações em pintas”, alerta.

Além da exposição solar excessiva, a falta do uso adequado de protetor solar e a crença de que o risco existe apenas no verão contribuem para o avanço da doença.

“O cuidado com a pele deve ser contínuo. Mesmo em dias nublados ou fora da alta temporada, a radiação ultravioleta continua presente”, reforça a especialista.

A docente também chama atenção para períodos como verão e Carnaval, quando a exposição prolongada ao sol, associada ao consumo de álcool e à desidratação, reduz a percepção de risco.

“Durante grandes eventos e férias, as pessoas costumam esquecer práticas básicas, como reaplicar o protetor solar e usar barreiras físicas”, explica.

Principais medidas de prevenção

- Utilizar protetor solar com FPS 30 ou superior, reaplicando ao longo do dia;

- Evitar exposição solar entre 10h e 16h;

- Usar chapéus de abas largas, roupas com proteção UV e óculos de sol;

- Permanecer em áreas cobertas sempre que possível;

- Procurar um dermatologista ao notar alterações em pintas, manchas ou feridas que não cicatrizam;

- Manter acompanhamento médico regular, especialmente pessoas com histórico familiar da doença.

Especialistas reforçam que a adoção de cuidados diários com a pele é essencial para reduzir o impacto do câncer de pele no estado.

Fonte: WH3 com NSC
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