BRASÍLIA - 08/04/2026 07:46

Banco ligado a Vorcaro pagou R$ 40 milhões a escritório da esposa de Moraes, diz jornal

Segundo a Folha, dados da Receita enviados à CPI indicam repasses mensais de R$ 3,6 milhões ao escritório ligado à esposa do ministro do STF
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Viviane Barci de Moraes e Daniel Vorcaro Foto: Divulgação / ND Mais

Documentos da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado apontam que o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro, pagou mais de R$ 40 milhões ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, em 2024. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo a Folha, os dados constam em declarações de Imposto de Renda do próprio banco, que teve o sigilo fiscal quebrado pela CPI. Ao todo, foram identificados 11 repasses mensais de cerca de R$ 3,6 milhões, somando R$ 40,1 milhões no período.

O contrato entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes teria sido firmado em 2024 e previa valores ainda maiores ao longo de três anos.

O que diz o escritório

Em nota, o escritório afirmou que não confirma os valores divulgados e alegou que as informações são “incorretas e vazadas ilicitamente”. Também destacou que os dados fiscais são sigilosos.

Viviane Barci de Moraes confirmou que houve prestação de serviços ao banco, incluindo consultorias jurídicas, reuniões e elaboração de pareceres técnicos. Alexandre de Moraes foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou até a publicação deste texto.

Relação com a CPI

Os dados foram enviados à CPI do Crime Organizado no Senado, cujo relator é o senador Alessandro Vieira. Durante sessão, ele afirmou que houve dificuldade para obtenção completa das informações junto à Receita.

O parlamentar também questionou a justificativa para os valores pagos, indicando que, segundo ele, não haveria explicação clara para o montante.

Contexto do caso

O contrato entre o banco e o escritório foi encerrado após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central e a prisão de Daniel Vorcaro.

Anteriormente, a Procuradoria-Geral da República já havia arquivado um pedido de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, afirmando não identificar irregularidades que justificassem apuração.

Fonte: ND+
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