
A partir desse movimento, o jogo passou a se reorganizar entre os demais nomes. João Rodrigues, que até então mantinha postura mais discreta, consolidou-se como alternativa do MDB e da federação União Progressista. Os emedebistas, que se sentiram traídos por Jorginho, e a federação — sem outro caminho viável para a reeleição de Esperidião Amin ao Senado — aproximaram-se do agora ex-prefeito de Chapecó. A oficialização desse grupo, ocorrida há duas semanas, confirmou a segunda pré-candidatura da direita ao governo catarinense.
Pela esquerda, Gelson Merisio atua nos bastidores. Ainda sem aparições públicas, trabalha para aglutinar os partidos do campo progressista. As articulações indicam que o PDT deve ocupar a vaga de vice, com Ângela Albino. O PT ficaria com uma das vagas ao Senado, lançando Décio Lima, enquanto a outra seria do PSOL, com Afrânio Boppré.
Além desses três projetos, a corrida ao governo ainda deve contar com duas candidaturas de partidos menores. O PRD pretende lançar o defensor público Ralf Zimmer, que já disputou a eleição em 2022. Já o partido Missão deve apresentar como nome o empresário Marcelo Brigadeiro.
Mesmo com definições oficiais ainda pendentes, o quadro atual indica que a sucessão estadual em 2026 começou a ser construída bem antes do calendário eleitoral.

