
Sobre as denúncias, houve um aumento de 17,4% no número de registros pelo canal. Em 2025, foram contabilizadas 155.111, o equivalente a 425 denúncias por dia. Em 2024, a central registrou 132.084 denúncias.
Segundo a pasta, das 155.111 denúncias, 66,3% (102.770) foram realizadas pela própria vítima; 16,8% (26.033) por terceiros; 16,9% (26.237) de forma anônima; e em 0,03% (53) dos casos o próprio agressor relatou a violência praticada.
O estudo também aponta os tipos mais comuns de violência. São eles:
* Violência psicológica, com mais de 339 mil registros (49,9%);
* Violência física, com mais de 104 mil ocorrências (15,3%);
* Violência patrimonial, com 36.938 casos (5,4%);
* Violência sexual, com 20.534 registros (3,0%), sendo 8.172 casos de importunação sexual (1,2%);
* Sequestro/cárcere privado, com 2.621 ocorrências (0,4%).
De acordo com a metodologia da Central de atendimento, uma única denúncia pode conter mais de um tipo de violação.
Ambiente e frequência das agressões
Os dados indicam que muitas mulheres convivem com a violência por longos períodos. Em 20,91% (32.435) das denúncias, os relatos são de violências praticadas por mais de um ano. Outro recorte mostra que em 31,86% (49.424) dos casos, as agressões ocorrem diariamente.
Índice segue em crescimento
Segundo o Ministério das Mulheres, os dados indicam a ampliação do acesso aos canais de proteção e a qualificação do atendimento prestado às mulheres em situação de violência em todo o Brasil, a partir de ações como o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios e do Programa Mulher Viver sem Violência.

