
A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nova oscilação negativa, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). De acordo com o levantamento, 52% dos brasileiros desaprovam a forma como Lula governa o país, enquanto 43% aprovam. Outros 5% não souberam ou não responderam.
Os números indicam uma variação gradual desde fevereiro: a desaprovação era de 49%, passou para 51% em março e agora chegou a 52%. Já a aprovação recuou de 45% em fevereiro para 44% em março e 43% em abril. A diferença entre os dois índices cresceu cinco pontos desde outubro de 2025, refletindo um ambiente mais desfavorável ao governo.
Entre as mulheres, consideradas estratégicas no cenário eleitoral, 49% desaprovam o governo e 45% aprovam. Em março, os percentuais eram de 48% e 46%, respectivamente. Entre os homens, a desaprovação é maior: 55%, contra 42% de aprovação.
Por faixa etária, o maior índice de desaprovação está entre jovens de 16 a 34 anos, com 56%, enquanto 40% aprovam. Entre eleitores de 35 a 59 anos, 54% desaprovam e 41% aprovam. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, o cenário se inverte: 51% aprovam o governo, contra 44% que desaprovam.
O Nordeste segue como a principal base de apoio do presidente, com 63% de aprovação, apesar de uma queda de dois pontos em relação a março. Nas demais regiões, a desaprovação supera a aprovação:
Sudeste: 58% desaprovam e 38% aprovam;
Sul: 62% desaprovam e 32% aprovam;
Centro-Oeste/Norte: 58% desaprovam e 36% aprovam.
Escolaridade, renda e religião
No recorte religioso, 49% dos católicos aprovam o governo, contra 46% que desaprovam. Entre evangélicos, a desaprovação é significativamente maior: 68%, enquanto 28% aprovam.
Avaliação geral do governo
Quando questionados sobre a avaliação do governo, 42% classificam a gestão como negativa, 31% como positiva e 26% como regular. O índice negativo permanece elevado desde março, enquanto a avaliação positiva segue estável em relação ao mês anterior.
Reeleição e economia
Sobre a economia, 50% afirmam que a situação piorou nos últimos 12 meses, enquanto 21% dizem que melhorou. Para o próximo ano, 40% acreditam em melhora, 32% esperam piora e 23% avaliam que a situação deve permanecer igual.
Metodologia

