
A SES (Secretaria de Estado da Saúde) está em alerta devido ao baixo índice de vacinação contra a gripe em Santa Catarina. Entrando na última semana da campanha, que se encerra no próximo domingo (31), apenas o município de São Miguel da Boa Vista, no Oeste do estado, alcançou a meta estipulada, com 93% da população-alvo imunizada.
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Os dados revelam ainda que 137 municípios registram cobertura inferior a 40%, e a chegada das temperaturas mais baixas junto ao aumento da circulação de vírus respiratórios preocupam o governo.
Mesmo com o cenário negativo, a média da cobertura vacinal dos grupos prioritários do estado é de pouco menos de 40%, acima do contexto nacional, que tem 35%, de acordo com o Governo do Estado.
Alerta da Saúde destaca aumento de hospitalizações e baixa procura pela vacina contra a gripe
Os dados do governo apontam que o índice de cobertura de idosos passa de 41%, e o cenário de crianças preocupa ainda mais: apenas 25% foram vacinadas.
Em 2026, já foram contabilizadas 600 hospitalizações por influenza no estado, sendo 125 casos com necessidade de internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 50 mortes.
Com esse cenário, a SES reforça a importância da imunização e pede que idosos, gestantes, pessoas com comorbidades, crianças de 6 meses a menos de 6 anos e outros perfis mais vulneráveis às formas graves da doença procurem as salas de aplicação da vacina contra a gripe nas unidades de saúde.
A vacina contra a gripe (influenza) é gratuita e está disponível em todo o estado, que se prepara para receber uma nova remessa de 328 mil doses nesta semana. O novo lote fará com que Santa Catarina ultrapasse a marca de 2 milhões de vacinas recebidas.
O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, solicita ainda que os municípios façam a busca ativa do público prioritário e ressalta que, mesmo ao fim da campanha, a população deve seguir buscando a imunização. “Seguimos mobilizados para que os índices cresçam em todo o estado”, disse.
O diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, João Augusto Fuck, destaca que um aumento de casos de influenza com hospitalizações e óbitos de crianças e idosos é visto no estado. “A vacina é fundamental para reduzir os casos graves. Quanto antes as pessoas se vacinarem, mais cedo estarão protegidas”, explica.

