VIOLÊNCIA - 30/05/2026 20:43

EUA apontam presença de PCC e CV em 12 estados após classificação como terroristas

Amanda Roberson afirmou que os Estados Unidos consideram as facções como "duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil"
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Segundo o governo dos EUA, a medida demonstra o compromisso inabalável do governo Trump em desmantelar cartéis e organizações criminosas e garantir a segurança do povo norte-americano Foto: Daniel Torok/Casa Branca/N

A presença do PCC e do CV nos EUA alcança 12 unidades federativas do país, afirmou a porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, à CNN neste sábado (30). A informação foi divulgada após as facções terem sido classificadas como organizações terroristas pelo governo Trump.

A representante, contudo, não detalhou quais seriam os estados com atuação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho no país. Segundo ela, a informação está a cargo das autoridades judiciais. Roberson afirmou ainda que os EUA as consideram “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”.

“Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e até mesmo ao nosso país”, afirmou à CNN.

Por fim, ela acrescentou que o “governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo as drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo os fluxos de receita que financiam terroristas violentos”.

Segundo o governo dos EUA, a medida demonstra o compromisso inabalável do governo Trump em desmantelar cartéis e organizações criminosas e garantir a segurança do povo norte-americano.

Presença do PCC e do CV nos EUA

Na última quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos Estados Unidos oficializou a inclusão do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida, contudo, só passará a valer em 5 de junho de 2026.

Na prática, ela dificulta a circulação internacional de recursos ilícitos gerados pelo tráfico de drogas e armas. Além disso, empresas globais e instituições financeiras que operam no sistema de compensação em dólares ficam proibidas de realizar transações ligadas a integrantes das facções.

O fornecimento de “apoio material” — o que engloba comércio de armamentos, insumos ou logística — passa a ser punido severamente pela legislação penal dos Estados Unidos, ampliando o cerco financeiro internacional sobre os operadores logísticos de ambos os grupos.

Como funciona a lista oficial de terroristas dos EUA

A lista de Organizações Terroristas Estrangeiras é definida pelo secretário de Estado com base na Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos.

Somente podem ser incluídas organizações consideradas estrangeiras e que, segundo a legislação norte-americana, tenham envolvimento em atividades terroristas ou mantenham capacidade e intenção de praticar esse tipo de ato. O processo envolve a elaboração de um dossiê administrativo.

O documento é preparado pelo Escritório de Contraterrorismo, que reúne informações de inteligência e fontes abertas para demonstrar que os critérios legais foram cumpridos. Na sequência, a decisão é tomada em consulta com o procurador-geral e o secretário do Tesouro.

Congresso é comunicado, mas a designação só entra em vigor após publicação no Diário Oficial. Uma vez incluída na lista, a organização passa a estar sujeita a uma série de efeitos jurídicos, como restrições financeiras e migratórias, além de medidas administrativas por parte de instituições públicas e privadas dos EUA.

A lei também prevê mecanismos para revisão periódica das designações e para pedidos de revogação.

Fonte: ND+
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