
Durante entrevista ao jornalista Marc Caputo, apresentador do programa The Axios Show, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva como uma pessoa “muito volátil”.
Ao comentar sobre o líder do Brasil, Trump afirmou que o conhece apenas superficialmente, mas fez uma avaliação direta:
— Eu vi o Brasil, o líder que eu conheço um pouco. Ele é uma pessoa muito volátil — declarou.
Na sequência, Marc Caputo observou que Trump “não é fã do Lula”. Questionado sobre sua opinião a respeito do presidente brasileiro, o republicano respondeu de forma incisiva:
— Eu não penso nele, para ser honesto com você. Eu realmente não penso nele. Eu não poderia me importar menos.
Mesmo assim, Trump voltou a caracterizar Lula como uma figura política instável, ao mencionar um discurso recente do presidente brasileiro.
— Mas ele é um tipo de pessoa diferente agora. Muito volátil. Eu o vi fazendo um discurso. Foi muito volátil e tudo bem — completou.
Encontro no G7
As declarações ocorreram poucos dias após um breve encontro entre os dois chefes de Estado durante a cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França. Imagens registraram Trump cumprimentando Lula na quarta-feira (17) com a frase: “Tudo bem? Bom trabalho”. O presidente brasileiro não comentou publicamente a interação.
Na terça-feira (16), o analista sênior de Internacional da CNN Brasil, Américo Martins, já havia informado que os dois líderes se encontraram e trocaram cumprimentos durante o evento.
Comentários sobre o cenário político brasileiro
Em outra ocasião, durante conversa com jornalistas, Trump afirmou que o cenário político brasileiro havia se tornado perigoso. Na mesma fala, disse ter tomado conhecimento da prisão de “Bolsonaro Jr.”, em referência ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O presidente americano, porém, aparentou confundir Eduardo com o senador Flávio Bolsonaro, irmão do ex-deputado e apontado como pré-candidato à Presidência da República.
Após as declarações do americano, Lula afirmou a jornalistas que não solicitou uma reunião bilateral com Trump para tratar das tarifas comerciais, destacando que o tema já está sendo discutido por meio de negociações em andamento entre os dois países.
O presidente brasileiro também relembrou sua visita à Casa Branca, em maio deste ano, quando entregou a Trump um documento relacionado ao combate ao crime organizado. Segundo Lula, causou surpresa a decisão posterior do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

