
O número de mortos pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) voltou a subir. Em novo balanço divulgado nesta sexta-feira (26), a presidente interina Delcy Rodríguez informou que 589 pessoas morreram e 2.980 ficaram feridas em consequência dos tremores de magnitudes 7,2 e 7,5.
O balanço anterior, divulgado na quinta-feira, contabilizava 235 mortes. Segundo o governo, centenas de pessoas ainda permanecem desaparecidas ou presas sob os escombros, enquanto equipes de resgate seguem atuando nas áreas mais afetadas.
Além do balanço oficial, uma plataforma criada para reunir informações sobre pessoas desaparecidas ultrapassou a marca de 50 mil registros até a manhã desta sexta-feira.
A lista é alimentada por familiares e voluntários e não representa um número oficial de desaparecidos, mas tem sido utilizada para auxiliar os trabalhos de localização das vítimas.
Segundo o governo venezuelano, socorristas da República Dominicana foram os primeiros a chegar. Também enviaram equipes países como México, Colômbia, Espanha, Alemanha, Suíça e El Salvador.
O Brasil também iniciou nesta sexta-feira o envio de ajuda humanitária, com uma aeronave da FAB transportando bombeiros, especialistas em defesa civil e equipamentos de resgate.
Durante visita às áreas destruídas em La Guaira, uma das regiões mais atingidas, Delcy Rodríguez afirmou que as buscas seguem sem interrupção.
“Estamos trabalhando incansavelmente nessa tarefa. Não dormimos um minuto. Há famílias esperando encontrar seus parentes com vida.”
A presidente interina também afirmou que dezenas de sobreviventes foram retirados dos escombros desde o início das operações.
ONU estima que milhões podem ser afetados
A ONU informou que até 7 milhões de pessoas podem ser afetadas direta ou indiretamente pela tragédia.
O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários classificou a resposta como um esforço internacional de grande escala diante da dimensão do desastre.
Enquanto isso, moradores seguem ajudando voluntariamente nas buscas, muitas vezes retirando escombros com as próprias mãos diante da demora para a chegada de máquinas pesadas em alguns bairros.
La Guaira, na região metropolitana de Caracas, permanece como a área mais devastada.
Segundo as autoridades, mais de 100 edifícios desabaram na cidade, incluindo prédios residenciais de vários andares. Apesar da destruição, empresas do setor de petróleo informaram que a infraestrutura petrolífera venezuelana não sofreu danos significativos.

