Jovem de 21 anos morreu - 08/07/2026 20:44

Justiça torna réus quatro investigados pela morte de jovem durante salto de rope jump em SP

Maria Eduarda Rodrigues morreu após ser lançada sem a corda de segurança de uma ponte em Limeira; denúncia aponta falhas graves, destruição de provas e busca por lucro.
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Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, caiu de cerca de 40 metros durante atividade de rope jump em Limeira; Polícia Civil investiga o caso Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e tornou réus quatro investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos. A jovem morreu no dia 13 de junho após cair de uma altura aproximada de 30 metros durante a prática de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, um viaduto ferroviário desativado em Limeira.

A denúncia, apresentada por seis promotores de Justiça, aponta uma série de falhas operacionais na organização do evento, além de negligência com as normas de segurança, motivação financeira e tentativa de ocultação de provas após o acidente.

Salto ocorreu sem a corda de segurança

Conforme as investigações, Maria Eduarda havia pago para participar da atividade e realizou um salto na modalidade conhecida como "aviãozinho", em que o participante é sustentado pelos operadores antes de ser lançado da estrutura.

Segundo o Ministério Público, a jovem foi impulsionada sem que os organizadores verificassem se a corda de segurança estava conectada ao peitoral. Sem o equipamento de retenção, ela caiu diretamente ao solo e morreu no local em decorrência de múltiplos traumas.

As investigações apontam que a empresa promovia eventos com grande número de participantes, chegando a atender entre 80 e 100 pessoas por dia, mas operava sem protocolos básicos de segurança, como conferência dupla dos equipamentos e definição clara das funções da equipe.

Segurança teria sido deixada em segundo plano

Na denúncia, o Ministério Público afirma que os responsáveis tinham conhecimento dos riscos da atividade, mas priorizavam interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

Ainda conforme a investigação, a organizadora do evento tinha a responsabilidade de garantir que todas as medidas de segurança fossem cumpridas e de interromper as atividades caso identificasse irregularidades. A promotoria sustenta que ela deixou de agir mesmo após um episódio semelhante ter ocorrido anteriormente.

Investigação aponta destruição de provas

Além das acusações relacionadas à morte da jovem, a organizadora também responderá por fraude processual. Segundo o Ministério Público, ela teria determinado que funcionários localizassem a câmera GoPro utilizada por Maria Eduarda durante o salto para apagar as imagens que poderiam esclarecer a dinâmica do acidente.

O equipamento, de acordo com a investigação, continua desaparecido.

Acusações e pedido de indenizaçãoTrês dos denunciados responderão por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte, com as qualificadoras de motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

A organizadora responderá pelo mesmo crime na modalidade de omissão imprópria, por ter o dever legal de evitar o resultado, além da acusação de fraude processual.

O Ministério Público também solicitou a manutenção da prisão preventiva dos três homens envolvidos e a conversão da prisão temporária da organizadora em prisão preventiva. Além disso, requereu que os réus sejam condenados ao pagamento de R$ 200 mil de indenização à família de Maria Eduarda pelos danos causados.

Fonte: WH3 com ND+
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