Idoso perdeu R$ 100 mil - 10/07/2026 15:28

Operação prende suspeitos de aplicar golpe do bilhete premiado contra idoso no Oeste de SC

Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e busca no Rio Grande do Sul. Investigação aponta que vítima de 74 anos perdeu R$ 100 mil após ser enganada por estelionatários.
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Foto: CLICRDC / Polícia Civil

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10), a Operação Vulpini, que investiga uma organização criminosa suspeita de praticar crimes de estelionato. A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia da Comarca de Xaxim e teve como alvo investigados localizados em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.

Foto: CLICRDC / Polícia Civil

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão. Também foram bloqueados valores mantidos em contas bancárias dos investigados e apreendidos materiais que poderão auxiliar no andamento das investigações.

Idoso perdeu R$ 100 mil em golpe

A investigação teve início após um crime registrado em 20 de maio de 2026, em Xaxim, no Oeste catarinense. Segundo a Polícia Civil, um idoso de 74 anos foi vítima do conhecido golpe do bilhete premiado.

De acordo com a apuração, os suspeitos convenceram a vítima de que possuíam um bilhete de loteria premiado, mas alegaram que precisavam de dinheiro para conseguir sacar o suposto prêmio. Em troca, prometeram repassar parte do valor ao idoso.

Acreditando na história, a vítima realizou diversas transferências bancárias que totalizaram R$ 100 mil.
Investigação identificou grupo suspeito

Conforme a Polícia Civil, a identificação dos envolvidos foi possível graças ao trabalho integrado entre as forças de segurança de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Os investigados, segundo a corporação, já são conhecidos pelas autoridades gaúchas por suspeita de envolvimento em crimes semelhantes praticados contra outras vítimas.

Ação contou com apoio de forças de segurança

A Operação Vulpini reuniu equipes da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Xanxerê, da Delegacia de Polícia de Marema, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e da Brigada Militar gaúcha.

Segundo a Polícia Civil, a atuação conjunta foi decisiva para o cumprimento das ordens judiciais e para o avanço das investigações.

Origem do nome da operação

O nome Vulpini faz referência ao termo científico relacionado às raposas.

De acordo com a Polícia Civil, a escolha simboliza a astúcia atribuída ao animal em fábulas e na literatura popular, característica que, segundo os investigadores, se assemelha à forma como estelionatários conquistam a confiança das vítimas para aplicar golpes.

Investigações continuam

A Polícia Civil informou que o inquérito permanece em andamento e tramita sob sigilo para preservar as próximas etapas da investigação.

Por esse motivo, os valores efetivamente bloqueados nas contas dos investigados e os materiais apreendidos durante a operação ainda não foram divulgados pelas autoridades.

Foto: CLICRDC / Polícia Civil
Fonte: WH3 com CLICRDC
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