
O Recanto das Aves, empreendimento interditado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) durante uma operação realizada nesta semana em São Carlos, no Oeste de Santa Catarina, divulgou uma nota pública após a repercussão do caso.
No comunicado, os responsáveis afirmam receber "com profunda tristeza" a forma como a história e o trabalho desenvolvido no local vêm sendo retratados nas redes sociais e em veículos de comunicação.
Segundo a nota, ao longo dos anos o espaço teria dedicado tempo, recursos e cuidados aos animais, buscando oferecer as melhores condições possíveis dentro da realidade do empreendimento.
O Recanto das Aves também informou que respeita a atuação dos órgãos de fiscalização e que confia na apuração técnica, imparcial e dentro da legislação vigente.
Ao mesmo tempo, os responsáveis criticam a divulgação de acusações e conclusões antes do encerramento das investigações. No texto, afirmam que fotografias e registros pontuais "não retratam toda a realidade de anos de dedicação, manejo, cuidados diários e compromisso com o bem-estar dos animais".
O empreendimento pede ainda que a população evite compartilhar informações sem confirmação e não contribua para a disseminação de notícias falsas ou conteúdos fora de contexto.
Na nota, o Recanto das Aves reafirma que continuará colaborando com as autoridades competentes, prestando todos os esclarecimentos pelos meios legais e aguardando a conclusão dos procedimentos de forma transparente.
Por fim, os responsáveis agradecem visitantes, escolas, parceiros e apoiadores que acompanharam a trajetória do espaço e afirmam que a verdade será esclarecida ao longo das investigações.
Operação do Ibama
O posicionamento foi divulgado após a operação realizada pelo Ibama, com apoio do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e da Polícia Militar Ambiental, que resultou na interdição do empreendimento, no resgate de 655 animais e na aplicação de mais de R$ 1,2 milhão em multas administrativas.
Segundo o órgão ambiental, o local funcionava como um zoológico aberto à visitação pública sem o licenciamento ambiental exigido e apresentava irregularidades relacionadas à documentação e às condições de manutenção dos animais. O caso segue em apuração pelas autoridades competentes.

