ECONOMIA - 16/07/2026 07:27 (atualizado em 16/07/2026 07:29)

EUA confirmam tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros; medida entra em vigor no dia 22 de julho

Nova sobretaxa será aplicada a centenas de produtos exportados pelo Brasil e poderá elevar significativamente a carga tributária para entrada no mercado norte-americano.
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Os Estados Unidos confirmaram a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (15) pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e passa a valer a partir de 22 de julho de 2026.

Segundo o documento publicado pelo governo norte-americano, a nova tarifa entra em vigor às 12h01 no horário de Washington, o que corresponde à 1h01 (horário de Brasília).

As mercadorias que já tiverem sido embarcadas ou estiverem no último modal de transporte com destino aos Estados Unidos antes desse prazo poderão entrar no país sem a cobrança da sobretaxa, desde que a declaração de importação seja apresentada até 29 de julho de 2026.

Como ficará a cobrança

A tarifa de 25% será aplicada de forma cumulativa à alíquota de importação já existente. Na prática, um produto que atualmente paga 10% de imposto para entrar nos Estados Unidos passará a ser tributado em 35%, com a soma da nova sobretaxa.

Produtos atingidos

A medida alcança uma ampla variedade de produtos brasileiros, entre eles:

- Etanol;
- Papel;
- Açúcar orgânico;
- Vestuário;
- Calçados;
- Produtos agrícolas;
- Produtos manufaturados;
- Máquinas agrícolas;
- Equipamentos elétricos;
- Máquinas para mineração.

Ao mesmo tempo, mais de mil produtos ficaram fora da nova tributação. Segundo as autoridades norte-americanas, as exceções foram definidas para preservar cadeias produtivas consideradas estratégicas e evitar desabastecimento no mercado dos Estados Unidos.

Justificativa dos Estados Unidos

A decisão foi tomada após a conclusão de uma investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

O governo norte-americano afirma que o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais ou discriminatórias em relação às empresas dos Estados Unidos. Entre os pontos citados estão restrições ao comércio digital, barreiras alfandegárias, suposto favorecimento ao sistema de pagamentos Pix, além de questões relacionadas à propriedade intelectual, desmatamento ilegal e combate à corrupção.

Com a adoção da medida, o Brasil passa a figurar entre os países com maior carga tarifária aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos importados.

Governo brasileiro reage

Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (16), o governo brasileiro repudiou a decisão, classificando a medida como unilateral e injustificada. O Palácio do Planalto informou que estuda medidas de retaliação comercial e que continuará acompanhando os desdobramentos das novas tarifas.

Fonte: WH3 com ND+
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