POLÍCIA - 16/07/2026 07:49

Operação do GAECO afasta 17 servidores e investiga fraude em concursos públicos no Oeste de SC

Terceira fase da Operação Electus apura suposto esquema de manipulação de resultados em concursos realizados nos municípios de São Bernardino e Saltinho
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Foto: GAECO / Divulgação 

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), com apoio da Promotoria de Justiça da Comarca de Campo Erê, deflagrou na manhã desta quinta-feira (16) a terceira fase da Operação Electus, que investiga um suposto esquema de fraude em concursos públicos e processos seletivos realizados no Extremo Oeste de Santa Catarina.

Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Bernardino e São Lourenço do Oeste.

Além das buscas, a Justiça determinou o afastamento de 17 servidores públicos de suas funções e proibiu a nomeação de oito candidatos aprovados em concursos que são alvo da investigação.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as investigações apontam indícios de que uma empresa responsável pela organização dos certames teria fraudado concursos públicos e processos seletivos realizados nos municípios de São Bernardino e Saltinho.

Conforme apurado, candidatos teriam sido beneficiados por meio da manipulação de gabaritos, havendo ainda indícios da participação de servidores públicos municipais no esquema.

As medidas cautelares foram solicitadas pela Promotoria de Justiça da Comarca de Campo Erê e autorizadas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de São Miguel do Oeste.

A terceira fase da Operação Electus é um desdobramento das ações realizadas em 10 de junho e 1º de outubro de 2025, quando foram cumpridas diligências nos municípios de São Bernardino, Campo Erê e Palmitos.

De acordo com o Ministério Público, o objetivo é aprofundar as investigações sobre um suposto esquema destinado a favorecer candidatos previamente escolhidos em concursos públicos promovidos por municípios do Oeste catarinense.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes buscam apreender documentos, computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

O Ministério Público ressalta que a investigação segue em andamento e que os fatos ainda estão sendo apurados. Os investigados terão assegurados o direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo.

Fonte: Marcos de Lima / Rádio 103 FM
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