
A Justiça condenou um casal de empresários pela morte de uma funcionária de uma pousada em Palmitos, no Oeste de Santa Catarina. O crime aconteceu em setembro de 2025 e, segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), foi motivado por um conflito envolvendo o pagamento de direitos trabalhistas.
O empresário foi condenado a 18 anos e quatro meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio contra o marido da vítima e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Já a esposa recebeu pena de 14 anos de reclusão, também em regime fechado, por participação no homicídio.
Crime ocorreu após cobrança de direitos trabalhistas
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a vítima e o marido trabalhavam e moravam na pousada administrada pelo casal. Cerca de dois meses após iniciarem as atividades, passaram a cobrar o registro em carteira, a regularização da jornada de trabalho e o pagamento de verbas trabalhistas que, segundo eles, estavam em atraso.
Mesmo após serem demitidos, os dois permaneceram no imóvel enquanto tentavam negociar um acordo com os empregadores. No entanto, a relação se agravou e terminou de forma violenta no dia 29 de setembro de 2025.
Conforme a investigação, durante uma discussão, o empresário sacou um revólver e tentou atirar contra o marido da funcionária, mas a arma falhou em diversas tentativas. Em seguida, a empresária segurou a vítima para impedir sua fuga, momento em que o marido efetuou um disparo que matou a mulher. O companheiro da vítima conseguiu desarmar o empresário após entrar em luta corporal.
Júri reconheceu qualificadoras
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o homicídio foi praticado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foi reconhecida a tentativa de homicídio qualificada contra o marido da funcionária.
Além das penas de prisão, a Justiça determinou o pagamento de indenizações por danos morais de R$ 100 mil ao viúvo e R$ 250 mil aos herdeiros da vítima, conforme pedido apresentado pelo Ministério Público.
Os dois condenados permaneceram presos preventivamente durante toda a investigação e o julgamento e não poderão recorrer da sentença em liberdade.

