
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou criminalmente o homem preso após agredir a própria filha, de 3 anos, com um chute no rosto, em Francisco Beltrão no Sudoeste do Paraná. Além da denúncia pelos crimes de tortura e lesão corporal no contexto de violência doméstica, o órgão também solicitou à Justiça a manutenção da prisão preventiva do investigado.
O caso ganhou repercussão nacional após câmeras de segurança registrarem a agressão, ocorrida no dia 5 de julho. Nas imagens, o homem aparece caminhando com os filhos quando desfere um chute contra a menina, que cai no chão. Em depoimento à Polícia Civil, ele afirmou que "perdeu a cabeça" por causa do choro da criança.
Ministério Público aponta rotina de agressões
Segundo a denúncia do MPPR, a violência não foi um episódio isolado. As investigações indicam que o homem submetia os filhos a agressões físicas e psicológicas frequentes como forma de punição.
Entre os castigos relatados pelo Ministério Público, as crianças eram obrigadas a permanecer ajoelhadas sobre tampinhas de garrafas PET e grãos de milho, práticas consideradas cruéis, degradantes e incompatíveis com o dever de proteção que os responsáveis devem garantir aos filhos.
Prisão preventiva
Ao apresentar a denúncia, o Ministério Público também pediu que o investigado permaneça preso preventivamente durante a tramitação do processo.
Agora, caberá à Justiça decidir se recebe a denúncia. Caso isso ocorra, o homem passará à condição de réu e responderá pelos crimes de tortura e lesão corporal praticados contra a própria filha no contexto de violência doméstica.
O caso continua sendo acompanhado pelos órgãos responsáveis pela proteção da criança e do adolescente.

