SAÚDE - 25/07/2026 07:50

Anvisa alerta para riscos da retatrutida, medicamento experimental para emagrecimento

Substância estudada para diabetes e obesidade ainda não possui registro sanitário e não pode ser comercializada legalmente
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Foto: Reprodução / ND+

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a oferta irregular da retatrutida, medicamento experimental que vem sendo estudado para o tratamento do diabetes e da obesidade.

Segundo a agência, o produto ainda está em fase de pesquisa e não possui registro sanitário no Brasil nem em qualquer outro país. Dessa forma, a substância não está autorizada para comercialização legal.

Apesar da falta de aprovação, a retatrutida já estaria sendo anunciada em sites irregulares e também foi apreendida em operações de fiscalização nas fronteiras brasileiras.

A empresa responsável pelo desenvolvimento do medicamento ainda não solicitou o registro sanitário da substância à Anvisa nem a outras agências reguladoras internacionais. Por isso, o produto não possui autorização para ser comercializado em nenhum país.

A Anvisa explica que, antes de um medicamento chegar ao mercado, é necessário passar por um longo processo de desenvolvimento, que inclui estudos pré-clínicos e clínicos para avaliar aspectos como segurança, eficácia e qualidade.

Durante esse processo, são analisados fatores como a dose adequada, possíveis efeitos adversos, interações com outros medicamentos e situações que possam exigir a interrupção do tratamento.

A agência alerta que a utilização de produtos comercializados antes da conclusão dessas etapas pode representar riscos à saúde. Sem registro e sem bula aprovada, não há garantias sobre a composição do produto, a concentração correta da substância, a dose adequada ou as condições de armazenamento.

Entre os riscos apontados estão efeitos adversos ainda desconhecidos, ausência de comprovação da eficácia, possibilidade de falhas na fabricação e no controle de qualidade, contaminação, presença de impurezas e variações na composição entre diferentes lotes.

Também existe o risco de o produto não conter o princípio ativo informado na embalagem ou apresentar quantidade diferente da declarada, além da possibilidade de erros de formulação e adulterações.

A Anvisa reforça que a recomendação é não utilizar produtos que não tenham registro sanitário. A agência também destaca que a comercialização de medicamentos irregulares é considerada crime.

O registro sanitário, segundo a Anvisa, faz parte de um sistema de proteção à saúde que envolve a avaliação da segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, fiscalização das fábricas, controle das matérias-primas, rastreabilidade dos lotes, monitoramento de eventos adversos e acompanhamento das boas práticas de fabricação e armazenamento.

Dessa forma, enquanto a retatrutida permanecer sem aprovação e registro sanitário, não há garantias oficiais sobre sua segurança, eficácia e qualidade para uso fora de estudos clínicos autorizados.

Fonte: ND+
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