tensão - 25/07/2026 18:32

Brasil nega vistos a integrantes do governo dos EUA após questionamentos sobre urnas eletrônicas

Governo brasileiro considerou que a visita poderia representar instrumentalização política no contexto das eleições de outubro
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Foto: Tânia Rêgo, Agência Brasil

O governo brasileiro negou os vistos de entrada para dois integrantes do governo dos Estados Unidos que pretendiam visitar o país para tratar de temas relacionados às eleições e à liberdade de expressão. A decisão foi confirmada neste sábado (25).

Os norte-americanos são Riley Barnes, subsecretário do Departamento de Estado dos EUA para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, subsecretário adjunto.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o pedido de entrada no país ocorreu após um evento em Brasília que reuniu políticos brasileiros e diplomatas estrangeiros para discutir questionamentos relacionados às urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras.

A intenção dos representantes norte-americanos era conversar com autoridades eleitorais sobre questões relacionadas à liberdade de expressão no contexto das eleições de outubro.

O governo brasileiro, no entanto, avaliou que a visita poderia representar uma forma de instrumentalização política, especialmente diante do cenário eleitoral, e decidiu pela negativa dos vistos.

O tema das urnas eletrônicas voltou ao centro do debate após o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) divulgar uma informação falsa sobre os equipamentos utilizados pela Justiça Eleitoral brasileira.

Durante um evento com diplomatas realizado em Brasília, Flávio afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras seriam produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic. A informação, porém, foi negada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o TSE, as urnas eletrônicas brasileiras são projetadas por servidores e técnicos que atuam para a Justiça Eleitoral e fabricadas por empresas selecionadas por meio de licitações públicas, sob coordenação direta do tribunal.

O TSE também afirma que o processo de produção dos equipamentos conta com ampla concorrência e mecanismos voltados à segurança e à transparência do sistema eleitoral. A mesma informação sobre a suposta participação da empresa venezuelana já havia sido desmentida pelo tribunal em 2018.

Fonte: ND+
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