Operação Ascot - 29/07/2026 10:16

Advogada de Chapecó é investigada por suspeita de auxiliar comunicação de facção criminosa

Operação Ascot cumpriu mandados de busca em Chapecó e Joinville. Ministério Público apura se profissional usava a atividade advocatícia para intermediar contatos entre presos e integrantes em liberdade.
Recomendar correção
Obrigado pela colaboração!
foto: MPSC/GAECO

Uma advogada de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, é investigada por suspeita de facilitar a comunicação entre integrantes de uma organização criminosa que estão presos e membros que permanecem em liberdade. A apuração faz parte da Operação Ascot, deflagrada na manhã desta quarta-feira (29) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Estadual de Apoio ao Enfrentamento às Facções Criminosas (GEFAC), órgãos vinculados ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos municípios de Chapecó e Joinville. Além da advogada, um detento da Penitenciária Industrial de Joinville também foi alvo da operação. As diligências envolvendo a profissional foram acompanhadas por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conforme prevê a legislação.

foto: MPSC/GAECO

Investigação aponta suposta intermediação de mensagens

Segundo o Ministério Público, as investigações indicam que a advogada teria utilizado o exercício da profissão para favorecer integrantes da organização criminosa. Ela é suspeita de atuar como intermediária na troca de informações entre membros da facção que cumprem pena no sistema prisional e outros que permanecem em liberdade.

As autoridades buscam esclarecer a extensão da suposta participação da investigada e verificar se houve a prática de outros crimes relacionados à atuação da organização criminosa.

Operação teve origem em investigação iniciada em 2023

De acordo com o MPSC, a Operação Ascot é um desdobramento das investigações realizadas durante a Operação Sodalitas Finis, deflagrada em agosto de 2023.

Com o avanço das apurações e a análise do material reunido ao longo da investigação, surgiram indícios de que a advogada teria participado da comunicação entre integrantes da facção criminosa.

Materiais apreendidos serão analisados

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, documentos e outros materiais em endereços ligados à investigada, em Chapecó, e ao detento, na Penitenciária Industrial de Joinville.

Os itens recolhidos passarão por perícia e análise para subsidiar a continuidade das investigações e identificar a possível participação de outras pessoas no esquema.

Até o momento, o Ministério Público de Santa Catarina não divulgou a identidade dos investigados. A investigação segue em andamento.

Fonte: WH3 com SCC
Publicidade
Publicidade
Cadastro WH3
Clique aqui para se cadastrar
Entre em contato com a WH3
600

Rua 31 de Março, 297

Bairro São Gotardo

São Miguel do Oeste - SC

89900-000

(49) 3621 0103

Carregando...