ELEIÇÕES 2026 - 03/08/2026 22:25 (atualizado em 03/08/2026 22:32)

TRE-SC abre urna eletrônica ao vivo e apresenta mecanismos de segurança para as Eleições 2026

Evento em Florianópolis mostrou componentes do equipamento, camadas de proteção e mecanismos de transparência e auditabilidade do sistema eletrônico de votação.
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Reprodução / TRE-SC

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) realizou, nesta segunda-feira (3), uma demonstração inédita no Estado para apresentar como funciona a urna eletrônica e os mecanismos de segurança utilizados no processo eleitoral.

Durante o evento “Conheça a Urna Eletrônica por Dentro”, realizado na sede do tribunal, o equipamento foi aberto em tempo real pela primeira vez em Santa Catarina.

A programação também apresentou os mecanismos de transparência e auditabilidade adotados pela Justiça Eleitoral para as Eleições 2026.

A iniciativa integra a primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com atividades realizadas em diferentes estados brasileiros.

Evento busca ampliar confiança no processo eleitoral

Para o presidente do TRE-SC, desembargador Carlos Roberto da Silva, a iniciativa busca aproximar a população do funcionamento da urna eletrônica e ampliar o acesso a informações sobre a segurança do sistema.

Durante a abertura, o magistrado destacou a importância da informação qualificada para combater a desinformação relacionada ao processo eleitoral.

Segundo ele, a Justiça Eleitoral deve apresentar à sociedade os mecanismos utilizados para garantir a segurança e a integridade das eleições.

O presidente do TRE-SC também relembrou o período em que atuou como juiz eleitoral durante as eleições realizadas com cédulas de papel e acompanhou o processo de informatização do voto no Brasil.

O diretor-geral do TRE-SC, Gonsalo Ribeiro, também destacou as mudanças provocadas pela implantação do voto eletrônico, especialmente em relação à velocidade da apuração e aos mecanismos de controle.

Urna foi desmontada durante demonstração

Durante o evento, foram apresentadas três urnas eletrônicas em diferentes situações. Uma delas havia sido danificada durante um ataque de eleitor nas Eleições de 2018. Também estavam em exposição uma urna utilizada para treinamento e uma caixa lacrada, que foi aberta durante a demonstração.

O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-SC, Samuel Fernandes Ribeiro, explicou aos participantes as etapas do processo eletrônico de votação e as diferentes camadas de segurança utilizadas no equipamento.

Segundo ele, os mecanismos de proteção são organizados em quatro grandes áreas: hardware, software, caminho do voto e totalização.

A demonstração foi acompanhada por jornalistas e profissionais de tecnologia da informação de instituições públicas e privadas.

Na sequência, o assessor Técnico Eleitoral e Voto Informatizado do TRE-SC, João Sebastião de Andrade, conduziu a abertura da urna. O procedimento incluiu a retirada da caixa de transporte, parafusos, tela e placas que integram o equipamento.

A cada etapa, servidores do tribunal explicaram a função dos componentes e os mecanismos empregados para garantir a segurança do processo.

Urna não possui conexão com a internet

Durante a apresentação, o secretário de TI do TRE-SC reforçou que a urna eletrônica não possui conexão com a internet.
Também foi explicado que o software utilizado no equipamento é desenvolvido pela equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral e utiliza mecanismos de criptografia.

A criptografia é uma das ferramentas empregadas para preservar a integridade e a confidencialidade dos votos registrados.

Cada urna possui um Registro Digital do Voto (RDV), arquivo que registra informações relacionadas à votação realizada naquele equipamento. O registro não associa o voto à identidade do eleitor, preservando o sigilo da escolha.

O sistema também possui mecanismos de identificação próprios para cada urna, utilizados durante o processo de totalização dos resultados.

Caso de 2018 foi usado para explicar contingência

Um dos exemplos apresentados durante o evento foi o caso de uma urna que foi destruída parcialmente por um eleitor durante as Eleições 2018.

O equipamento, que ficou conhecido pelo apelido de “Thor”, teve o teclado e parte da estrutura física danificados. Apesar do ataque, as placas-mãe e a mídia utilizada no equipamento não foram atingidas.

Segundo o TRE-SC, os votos registrados até aquele momento permaneceram armazenados. Posteriormente, a urna foi substituída e o código do novo equipamento foi informado ao TSE para que os votos seguintes também fossem contabilizados.

O procedimento é chamado de contingência e faz parte dos mecanismos previstos para situações em que uma urna precisa ser substituída durante a eleição.

Boletim de Urna permite conferência dos resultados

Outro mecanismo de transparência apresentado foi o Boletim de Urna (BU), documento emitido ao final da votação em cada seção eleitoral.

De acordo com o TRE-SC, são obrigatoriamente impressas cinco vias do documento, mas o presidente da seção pode emitir até dez.

O boletim apresenta os resultados registrados naquela urna e permite a conferência dos dados da votação.

Para as Eleições 2026, o TRE-SC informou ainda uma novidade: os dois últimos eleitores presentes na seção serão convidados a acompanhar o encerramento da votação e poderão levar uma via do Boletim de Urna para casa.

A medida amplia a possibilidade de acompanhamento direto do encerramento da votação e reforça os mecanismos de transparência do processo eleitoral.

Fonte: WH3 COM TRE/SC
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