
A Polícia Federal (PF) concluiu a investigação referente à primeira fase da Operação Compliance Zero, que deu origem ao chamado caso Master, envolvendo suspeitas de fraudes no sistema bancário e financeiro.
Segundo informações do SBT News, o relatório final já foi concluído e passa por uma etapa de revisão antes de ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A expectativa é de que o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e o empresário Nelson Tanure sejam indiciados pela primeira vez no âmbito da investigação.
O indiciamento é o ato formal pelo qual a autoridade policial aponta a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade relacionados à prática de um crime.
Operação começou em novembro de 2025
A primeira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada em 17 de novembro de 2025. Na ocasião, Daniel Vorcaro foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, quando tentava embarcar com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Desde então, a investigação avançou para dez fases e passou a apurar uma série de suspeitas, entre elas emissão de títulos de crédito falsos, gestão fraudulenta, manipulação de mercado, uso irregular de fundos de investimento, corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As apurações também envolvem suspeitas de invasão de sistemas informatizados e descumprimento de práticas de governança.
Autoridades também são investigadas
Ao longo das investigações, a PF também passou a apurar possíveis envolvimentos de autoridades públicas.
Entre os nomes citados estão os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA), além do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).
A menção aos nomes no âmbito da investigação não significa, por si só, que tenham sido responsabilizados criminalmente.
Vorcaro permanece preso
Daniel Vorcaro está preso preventivamente em regime fechado desde 4 de março de 2026. A prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, após solicitação da Polícia Federal.
Segundo a justificativa apresentada no pedido, o investigado teria ameaçado testemunhas.
O ex-banqueiro também teve duas tentativas de acordo de colaboração premiada rejeitadas. Recentemente, Vorcaro mudou sua equipe de defesa e poderá retomar as negociações para uma eventual colaboração com as autoridades.
O relatório da primeira fase da operação deverá ser encaminhado ao STF após a conclusão da revisão pela Polícia Federal.

