FÚRIA DO TEMPO - 14/08/2026 20:50 (atualizado em 14/08/2026 21:03)

Tornado que atingiu Paraná teve ventos de até 332 km/h, confirma Simepar

Fenômeno atingiu a zona rural de Piraí do Sul no dia 8 de agosto e provocou danos severos
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Tornado que atingiu Piraí do Sul, no Paraná, foi classificado como F3 pelo Simepar e teve ventos estimados de até 332 km/h Foto: Divulgação Redes Sociais/ Simepar/

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou nesta sexta-feira (14) que o fenômeno que atingiu Piraí do Sul, nos Campos Gerais do Paraná, no dia 8 de agosto foi um tornado severo de categoria F3.

A análise aponta que os ventos atingiram velocidade estimada entre 253 km/h e 332 km/h. O fenômeno deixou um rastro de destruição de pelo menos 17,3 quilômetros pela zona rural do município.

Tornado que atingiu Paraná teve ventos de até 332 kmh, confirma Simepar – Imagem: reprodução/ Simepar

A força dos ventos provocou danos severos em diferentes pontos de Piraí do Sul. Casas foram destelhadas, árvores de grande porte foram quebradas e uma torre de transmissão de energia elétrica foi atingida. Ao todo, 20 residências foram afetadas.

Tornado percorreu áreas rurais

O fenômeno percorreu pelo menos 17,3 quilômetros pela zona rural de Piraí do Sul, atingindo localidades como Jararaca, Fundão e Boa Vista. As comunidades de Capinzal e o bairro Santo André também registraram estragos.

Para reconstruir a trajetória do tornado, equipes do Simepar e da Defesa Civil do Paraná realizaram vistorias nas áreas atingidas. O trabalho utilizou imagens de radar meteorológico, registros feitos por drones, coordenadas geográficas e vídeos encaminhados por moradores.

Os levantamentos permitiram identificar uma trajetória contínua de destruição e analisar a interação dos ventos com o solo, a vegetação e as construções.

Araucárias e outras árvores de grande porte tiveram os troncos quebrados ou decepados em meia altura. Em alguns pontos, foram identificadas ranhuras em áreas de pastagem, além da remoção localizada da vegetação e da camada superficial do solo.

Segundo o Simepar, pedaços de madeira, fragmentos de telhas cerâmicas e galhos de araucárias foram arremessados pelos ventos com força suficiente para penetrar no solo e ficar incrustados em troncos de árvores.

As equipes também identificaram colapsos estruturais severos em construções de alvenaria e madeira, além de danos em uma torre de transmissão de energia elétrica.

Velocidade dos ventos é estimada

A classificação como F3 foi definida com base nos critérios da Escala Fujita, que relaciona a intensidade dos tornados à severidade dos danos provocados.

O Simepar esclarece que a velocidade entre 253 km/h e 332 km/h não corresponde a uma medição direta dos ventos. O intervalo foi estimado a partir das características e da intensidade dos danos observados durante as inspeções.

Condições atmosféricas favoreceram formação

De acordo com o Simepar, a formação do tornado foi favorecida pela combinação de diferentes condições atmosféricas.

No período, havia presença de ar quente e úmido vindo do Norte do Brasil, enquanto um sistema de baixa pressão atuava sobre o Paraguai. Ao mesmo tempo, uma frente fria avançava pelo Sul do país e contribuía para aumentar a umidade na região.

Outro fator importante foi o cisalhamento do vento, fenômeno caracterizado por mudanças na velocidade e na direção dos ventos conforme a altitude.

A combinação desses elementos criou um ambiente favorável à formação de tempestades organizadas no Oeste, Centro-Sul e nos Campos Gerais do Paraná durante a tarde e o início da noite de 8 de agosto.

Fonte: WH3 com SCC
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