AGRONEGÓCIO - 27/08/2026 10:50 (atualizado em 27/08/2026 11:02)

Preço do suíno acumula 13 quedas em 2026 e aumenta pressão sobre produtores de SC

Valor pago pelo quilo vivo recuou cerca de 31% entre integrados e cooperados e 44% entre produtores independentes, segundo a ACCS
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A suinocultura de Santa Catarina atravessa um período de forte pressão sobre os produtores. Segundo a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o preço pago pelo suíno vivo já sofreu 13 reduções em 2026, com intervalo médio de aproximadamente 18 dias entre os anúncios.

De acordo com o presidente da entidade, Losivanio Lorenzi, os valores atuais já comprometem a sustentabilidade econômica da atividade e aumentam a preocupação com a permanência dos produtores no setor.

Queda chega a 44% entre produtores independentes

No sistema de integração e cooperativas, o preço médio do suíno vivo passou de R$ 6,80 para R$ 4,65 por quilo, uma redução próxima de 31%.

Entre os produtores independentes, a queda foi ainda mais acentuada. O valor recuou de R$ 8,50 para R$ 4,73 por quilo vivo, representando perda de aproximadamente 44%.

Segundo a ACCS, considerando um animal de cerca de 130 quilos comercializado no mercado independente, o prejuízo pode ultrapassar R$ 250 por suíno.

“Não dá para suportar mais esse preço que está hoje na suinocultura”, afirmou Lorenzi.

Exportações crescem, mas remuneração continua pressionada

O cenário de redução dos preços ocorre mesmo com o crescimento das exportações brasileiras de carne suína.

Conforme dados apresentados pelo presidente da ACCS, o Brasil exportou quase 800 mil toneladas até julho, volume mais de 60 mil toneladas superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Apesar do avanço das vendas externas, a remuneração dos produtores segue em queda.

Para a associação, um dos fatores que ajudam a explicar o cenário é o crescimento da produção nos últimos anos, que aumentou a oferta de animais e pressionou os preços pagos ao produtor.

ACCS pede união do setor

Diante da sequência de reduções, a ACCS defende uma mobilização envolvendo produtores, indústrias, cooperativas, integradores e entidades representativas.

A intenção é buscar maior equilíbrio entre oferta e demanda e construir condições que permitam aos suinocultores voltar a trabalhar com margem de rentabilidade.

Segundo Lorenzi, a preocupação é evitar que as perdas provoquem a saída de produtores da atividade e comprometam a sustentabilidade da cadeia produtiva.

O contraste entre o aumento das exportações e a queda na remuneração no campo, segundo a entidade, reforça a necessidade de medidas que garantam melhores condições econômicas para quem produz.

Fonte: WH3 com ND+
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