
Tradicionalmente, o tratamento em saúde mental baseia-se em psicofármacos, psicoterapia e oficinas. Contudo, a Secretaria de Saúde de Maravilha ressalta que, o uso crônico de medicações pode gerar efeitos colaterais como sedação, apatia e ganho de peso. “É nesse cenário que a horticultura entra como uma Prática Integrativa e Complementar de alto impacto”, frisa a equipe.
A Secretaria de Saúde explica que ao manusear a terra, o usuário do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) passa por uma virada de chave psicológica: ele deixa de ocupar a posição passiva de “paciente” para se tornar o “cuidador” de algo vivo.
De acordo com o projeto, denominado “Horta Terapêutica”, as atividades trazem benefícios práticos para diferentes perfis clínicos, como depressão, psicose e transtornos de personalidade.
Conforme o CAPS, o projeto prova que, com criatividade e poucos recursos, é possível transformar espaços ociosos. Utilizando uma estrutura sustentável e adaptada para pátios pequenos, a horta foi viabilizada com materiais simples e de baixo custo, com ajuda do recurso de penas pecuniárias do Judiciário do Município.

