IMPACTO NA SAÚDE MENTAL - 03/09/2026 14:36

Projeto Horta Terapêutica é criado para pacientes do CAPS em Maravilha

Atividades proporcionam benefícios práticos para diferentes perfis clínicos de usuários do serviço
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Foto: Divulgação/Município de Maravilha

Tradicionalmente, o tratamento em saúde mental baseia-se em psicofármacos, psicoterapia e oficinas. Contudo, a Secretaria de Saúde de Maravilha ressalta que, o uso crônico de medicações pode gerar efeitos colaterais como sedação, apatia e ganho de peso. “É nesse cenário que a horticultura entra como uma Prática Integrativa e Complementar de alto impacto”, frisa a equipe.

A Secretaria de Saúde explica que ao manusear a terra, o usuário do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) passa por uma virada de chave psicológica: ele deixa de ocupar a posição passiva de “paciente” para se tornar o “cuidador” de algo vivo.

De acordo com o projeto, denominado “Horta Terapêutica”, as atividades trazem benefícios práticos para diferentes perfis clínicos, como depressão, psicose e transtornos de personalidade.

Além disso, também trabalha com: 
- Estímulo sensorial e motor – atividades manuais em um ambiente de baixa exigência cognitiva; 
- Rotina e previsibilidade – fatores altamente protetivos para quadros de agitação psicomotora, mania ou psicose; 
- Inclusão social – a colheita gera momentos de partilha em refeições coletivas ou ações de doação para a comunidade.

Criatividade e baixo custo

Conforme o CAPS, o projeto prova que, com criatividade e poucos recursos, é possível transformar espaços ociosos. Utilizando uma estrutura sustentável e adaptada para pátios pequenos, a horta foi viabilizada com materiais simples e de baixo custo, com ajuda do recurso de penas pecuniárias do Judiciário do Município.

Para a coordenadora e enfermeira, Adriana Bataglin, ao manusear a terra, plantar e regar, o usuário do CAPS passa por uma profunda transformação subjetiva. “Ele deixa de ocupar a posição passiva de “paciente” aquele que apenas recebe medicação, diagnósticos e cuidados externos para se tornar o “cuidador” de algo vivo. Essa mudança de papel devolve a autonomia, a responsabilidade e o senso de utilidade perdidos durante o processo de adoecimento mental”, frisa.
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Fonte: Município de Maravilha
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