
Uma nova atualização de monitoramento do El Niño foi divulgada pelo Centro de Previsões Climáticas dos Estados Unidos (CPC/NOAA) nesta quinta-feira (10). De acordo com o relatório, a temperatura da superfície do mar na região do Niño 3.4 (área do Oceano Pacífico utilizada como referência) ficou em 1,8°C acima da média em agosto, valor que caracteriza um El Niño forte.
A agência afirma, ainda, que o fenômeno continua se intensificando até o fim deste ano, com 75% de chance de um El Niño histórico. Com um evento dessa magnitude, aumenta ainda mais a probabilidade de ocorrência de impactos associados ao fenômeno, como temporais e chuva volumosa no estado.

O acompanhamento do El Niño considera diferentes regiões do Pacífico Equatorial, com destaque para a região Niño 3.4, uma das principais referências utilizadas pela NOAA.
A intensidade do fenômeno não é definida por uma temperatura observada em um único dia ou semana. Para isso, são utilizados índices que consideram a média das anomalias de temperatura do mar ao longo do mês, combinado a avaliação da persistência deste aquecimento. De forma simplificada, valores acima de 0,5°C, na região Niño 3.4, indicam a formação do El Niño, enquanto anomalias maiores correspondem a diferentes categorias de intensidade:
Além do oceano, a NOAA também considera a resposta da atmosfera. O El Niño ocorre quando o aquecimento do Pacífico está associado a mudanças consistentes nos ventos, na convecção e na distribuição das chuvas.
De acordo com a Secretaria da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, os efeitos do El Niño já são perceptíveis, uma vez que o mês de agosto terminou com volumes acima do que normalmente é esperado nesta época. A região com os maiores desvios ocorreram em parte da Grande Florianópolis, onde a precipitação superou a média em 160 a 200 mm. A tendência é que esse cenário se repita no decorrer de setembro.

Diante desse cenário, a SDC/SC e a Epagri/Ciram mantêm o monitoramento contínuo das condições oceânicas e atmosféricas.

