NA GUERRA - 15/09/2026 14:00

Corpo de catarinense morto na guerra da Ucrânia permanece no campo de batalha; família tenta trazê-lo ao Brasil

Paulo Ricardo Dutra, de 24 anos, morreu após pisar em uma mina terrestre durante a primeira missão; familiares ainda buscam informações sobre os procedimentos para o traslado
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Foto: Arquivo Pessoal

A família do catarinense Paulo Ricardo Dutra, de 24 anos, enfrenta uma nova dificuldade após receber a notícia da morte do jovem na guerra da Ucrânia. Segundo informações repassadas pelos familiares ao ND Mais, o corpo ainda estaria no campo de batalha, no local onde ele morreu, enquanto a família tenta descobrir como realizar o traslado para o Brasil.

Natural de Camboriú, Paulo estava na Ucrânia havia aproximadamente três meses e, conforme a família, pretendia seguir carreira no país. Antes da viagem, ele trabalhava em uma loja de materiais de construção em São Francisco do Sul.

O jovem morreu após pisar em uma mina terrestre durante sua primeira missão em área de combate.

Família ficou dias sem notícias

Durante os primeiros meses na Ucrânia, Paulo passou por treinamento e mantinha contato diário com os familiares. Segundo relatos feitos à mãe, permanecia em uma casa considerada segura e cumpria uma rotina de treinamento e vigilância.

Na quarta-feira (9), Paulo avisou à mãe que partiria para uma missão. No dia seguinte, a família recebeu informações de que um soldado havia se ferido no campo de batalha.

Segundo a mãe, o comandante teria informado que Paulo tentava ajudar o militar ferido. O grupo teria recebido ordem para retornar à base, mas o catarinense teria insistido em voltar para prestar socorro.

Entre quinta-feira (10) e domingo (13), os familiares tentaram entrar em contato com Paulo, mas não obtiveram resposta. No domingo, amigos do jovem confirmaram a morte.

De acordo com relatos recebidos pela família, os soldados teriam parado para descansar durante a noite. No dia seguinte, Paulo teria se deslocado para buscar mantimentos deixados por um drone quando pisou em uma mina terrestre.

Corpo ainda não foi retirado

Agora, além do luto, os familiares buscam informações sobre os procedimentos necessários para trazer o corpo ao Brasil. Conforme relatado ao ND Mais, o corpo de Paulo ainda não teria sido retirado do campo de batalha.

A família afirma não saber quais etapas precisam ser cumpridas para que o traslado seja realizado. O ND Mais informou ter procurado a Embaixada da Ucrânia no Brasil, mas não havia recebido retorno até a publicação da reportagem.

A mãe de Paulo, Eunice do Amaral Santos, também fez um apelo aos jovens brasileiros que cogitam viajar para participar da guerra. Abalada, ela afirmou que deseja que a história do filho sirva de alerta para que outras famílias não enfrentem a mesma situação.

Até o momento, não há informação sobre quando o corpo poderá ser recuperado nem sobre uma previsão para o traslado ao Brasil.

Fonte: ND+
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