
O esporte e a inclusão protagonizaram mais uma edição do Festival Paralímpico em Maravilha. A chuva não impediu a presença de mais de 150 participantes, além de reunir famílias de diversas cidades e contar com o trabalho de dezenas de voluntários.

As atividades proporcionaram o contato e a vivência com o esporte paralímpico, reunindo em um mesmo espaço crianças e adultos com deficiência e crianças sem deficiência. Com os participantes divididos em grupos, um rodízio foi organizado para viabilizar a participação em diversas modalidades. O atletismo, taekwondo, arremesso de pelota e a bocha paralímpica foram realizados dentro do ginásio do Tomatão. Já o tênis de mesa ocorreu na sede da ASPUMMA, que fica próximo ao local, mas os participantes se deslocavam com o ônibus da APAE.


Helena Venancio, 10 anos, é atleta do Centro de Referência Paralímpico de Maravilha. Ela vivenciou o Festival pela segunda vez e contou que, além de conhecer outros esportes, se divertiu. Sua mãe, Maristella Melz, acompanhou o evento e compartilhou a importância da inclusão através do esporte. “É uma alegria saber que, desta forma, outras pessoas podem conhecer o esporte paralímpico. Também é importante para a Helena ver que ela também consegue praticar as modalidades, e assim se sentir incluída pelo esporte”, relata. Para Maria Clara Lago, 10 anos, amiga de Helena, a experiência do evento foi muito importante. Ela participa do atletismo convencional e através do Festival Paralímpico vivenciou o esporte adaptado, uma experiência que contribuiu ainda mais para sua visão acerca da inclusão, como uma forma de se colocar no lugar do outro.

Igor Gabriel Lauschner e a mãe Ana Elisabete Elesbão vieram para Maravilha com a delegação de São Miguel do Oeste, município que conta com um polo do Centro de Referência Paralímpico de Maravilha. Igor participou das atividades da bocha paralímpica e, inclusive, era chamado pelos professores para auxiliar juntos aos demais participantes, o que o deixou ainda mais feliz. Contou que achou legal o fato do evento reunir um grande número de pessoas. Sobre a sua relação com o esporte, revelou que gosta de competir. Para a mãe Ana Elisabete, o Festival Paralímpico foi um momento de integração de extrema valia. “É um entrosamento da sociedade com a diferença. Vi famílias, diversos segmentos da sociedade, foi um espaço de acolhimento. Percebemos que as crianças se sentem valorizadas, amadas”, conclui.

A iniciativa é realizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e o Centro de Referência Paralímpica de Maravilha, em parceria com a Secretaria de Esporte, Juventude e Lazer de Maravilha. Para o supervisor do Centro de Referência Paralímpico de Maravilha e professor do atletismo, Douglas Lago, foi uma grande alegria, apesar da chuva ver o evento acontecendo e reunindo mais de 150 participantes em uma vivência das modalidades paralímpicas. O trabalho que vem sendo desenvolvido em Maravilha e região reflete o resultado alcançado, e busca chegar a mais e mais pessoas com deficiência. “Que as pessoas com e sem deficiência que participaram do evento levem para suas casas que existe este trabalho. Isso contribui para trazer mais alunos para o Centro de Referência Paralímpico”, destaca. O secretário de Esporte, Juventude e Lazer de Maravilha, Eduardo Stieler, frisou como a vivência proporcionada ajuda lá na ponta com a acessibilidade. “Promoveu a integração de pessoas com e sem deficiência, além de dar visibilidade às modalidades paralímpicas”, avalia. Ele também acrescenta que a ação contribui com a formação dos professores, estudantes e atletas que participaram como voluntários no evento.

Douglas Lago conduziu o ato de abertura do evento, onde destacou o trabalho já realizado pelo Centro de Referência Paralímpico de Maravilha, o qual já atinge 135 atletas. Este ano já foram conquistadas mais de 84 medalhas, mas para Douglas Lago o maior prêmio é a inclusão e como o esporte pode mudar positivamente a vida das pessoas com deficiência.

Durante o ato, medalhistas do Centro de Referência Paralímpico de Maravilha foram convidados a compor o lugar de destaque. Os professores das modalidades também foram chamados à frente. Ainda estiveram presentes o Secretário Eduardo Stieler, a vereadora Simone Tonello e o prefeito Vinicius Ventura.

O atleta Everton Henrique Trindade, que compete na classe de baixa visão e acabou de voltar do Brasileiro de Jovens com medalhas, emocionou a todos ao tocar violão e cantar a música Conquistando o Impossível.


